A dança duma limpeza emocional e física

Há muito para dizer sobre jejuns, jejuns parciais, desintoxicações prolongadas. Algumas pessoas dizem que estão preocupadas comigo, que estou a levar a questão das limpezas e da cura, muito longe. Dizem que não tenho nada para curar, nada para limpar, dizem que estou muito bem. Pensam que isto, é uma obsessão qualquer por pureza, magreza ou alguma forma de hipocondria.

Querer ter um corpo saudável parece-vos algo doentio? Querer libertar-me de toxinas, medicações, doenças, mucosidades, parece-vos estranho? Estranho para mim é querer viver com um corpo doente, querer ter menos energia do que aquela que podemos ter, querer ter menos alegria do que aquela que podemos ter. Eu quero MUITO! Eu sou absolutamente apaixonada pela vida, e quero espremê-la ao máximo, senti-la ao máximo. Só que a minha forma de a espremer, não passa por desafiar-me em actividades perigosas, mas por desfrutar da magia que gira à minha volta, da música, das pessoas, do toque, das gargalhadas do meu filho, dos cheiros, da água no meu corpo, dos pássaros a cantar, da brisa do dia quente, do respirar de alguém no meu ouvido, das flores, dos olhares… É assim que eu espremo a vida, com os sentidos. E quanto mais me limpo, mais os meus sentidos refinam, mais as sensações explodem dentro e fora de mim.

Quando faço limpezas destas, sim, há momentos maus, uma limpeza obriga sempre à expulsão do mal que carregamos, e esse mal não é apenas físico, mas também emocional. O jejum faz-te ir onde tu tentas nunca ir, o jejum faz-te lembrar de coisas que te forçaste a esquecer… O jejum faz-te amar ainda mais e faz-te sofrer ainda mais, tudo é empolado, tudo é ampliado.

Num jejum, tão depressa choro e grito, como danço e rio. Tão depressa me encolho na cama sozinha, como exijo que todas as articulações do meu corpo sejam movidas! Num jejum vou do terror, ao amor, num segundo… Se é fácil? Não. Mas é MARAVILHOSO! Há beleza na dor, há uma oportunidade única de enfrentar medos, arrependimentos, saudades…

Estas lágrimas salgadas num momento, doces no outro… Wow. Sou tão feliz, sou tão grata por esta oportunidade de estar viva e experimentar tudo isto. Sou grata por ter vivido coisas já tão, tão más na vida, e continuar aqui, centrada, apaixonada, optimista, aberta e livre.

Grata a TODOS os que comigo se têm encontrado na vida. Cada um de vocês, cada amigo, cada familiar, cada amante, cada inimigo (não gosto da palavra, porque eu não me sinto inimiga de ninguém), cada namorado, cada estranho que beijei, cada pessoa que partilhou comigo a energia numa pista de dança (ao ar livre, numa garagem, numa casa, num castelo, num quarto), cada um com quem troquei um olhar na rua, cada professor, cada colega, cada uma das pessoas com quem partilhei casa, cada médico, cada um daqueles que desejei em segredo, cada um de vocês que se cruzou comigo, construiu um pouco daquilo que sou.

Eu sou uma mistura de sangue, órgãos, energia, mas sou, também, um pouco de cada um de vocês e daquilo que vivi com vocês. Agradeço cada abraço, cada ataque, cada beijo, cada olhar, cada toque, cada suspiro, cada picada de agulha, cada grito, cada orgasmo, cada momento de ódio, cada segundo duma saudade, cada nota das músicas que cantei e dancei, agradeço TUDO que vivi e vivo, neste Planeta, pois tudo faz parte daquilo que eu sou. Eu sou eu, e eu sou eu numa mistura com vocês.

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