“Não comes animais, mas não tens pena das alfaces”

Ao longo destes 16 anos de vegetarianismo, ouvi conselhos, bocas, avisos, ameaças, brincadeiras, insultos e lamentações, vindos de familiares, desconhecidos, amigos, profissionais de saúde, professores, etc., mas não posso deixar de mencionar alguns grupos incríveis com quem tenho o privilégio de me encontrar, quase diariamente, mas a quem já não dedico o tempo que antes dedicava, lamento, que são os:

– tornei-meNutricionistaNoMinutoEmQueSoubeQueÉsVegetariana

– tornei-meDefensorDasAlfacesNoMomentoEmQueSoubeQueÉsVegetariana

– tornei-meOMaiorDefensorDosDireitosHumanosQuandoDescobriQueÉsVegetariana.

Com certeza, se és vegetariano há mais de 1 hora, já te deparaste com membros de todos estes grupos. O primeiro, inclui todos aqueles recém nutricionistas (é magia!!), que nunca se preocuparam com proteínas ou vitaminas e, de repente, vêem a luz e a proteína e a b12 passam a ser o centro do seu mundo. O segundo, inclui todos aqueles que, de repente, se apaixonam pelas alfaces e pelas cenouras e, no seu delírio apaixonado, acham que elas choram, gritam (uma vozinha muito tímida, dizem), tentam fugir e que nós, que as comemos (porque só come alface e cenoura quem deixa de comer animais e derivados, claro!), somos desumanos. O terceiro, inclui aqueles que pouco ou nada fazem pela planeta e pelos outros, mas que quando se deparam com alguém que faz, se tornam os maiores activistas (de boca) e aí preocupam-se com a exploração infantil, com os mendigos, os abortos e a fome.

Meus caros companheiros de caminhada terrena, vamos lá por partes:

Em primeiro lugar, a proteína é facílima de obter (mesmo que, pasmem-se, comam tudo cru!). Em vez de se preocuparem com a falta de proteína (e convido-vos a dar-me exemplos de colegas vegetarianos com carência de proteína), comecem a preocupar-se com o excesso, porque esse sim, é comum e altamente prejudicial. O excesso de proteína provoca até aquela outra doença que os “recém nutricionistas” gostam tanto de referir: a osteoporose. Quanto à b12, a carência é global e não exclusiva de vegetarianos. Ela é provocada pela destruição dos solos, pelo uso absurdo de pesticidas, herbicidas, todo tipo de químico que elimina as bactérias que deveríamos obter facilmente se, simplesmente, retirássemos os produtos da terra, puros, sem adulteração. Não só destruímos os solos, dificultando o transporte adequado de bactérias, como também nos alimentamos pessimamente, ingerimos alimentos desadequados, como trigo, carne, leite de outros animais, que destroem o nosso intestino e a nossa capacidade de produzir, naturalmente, esta vitamina. Experimentem fazer análises à b12, vocês, que comem “de tudo” e garanto-vos que muitos de vocês terão uma não muito agradável surpresa…

Em segundo lugar, defensores das alfaces, dos nabos e das cenouras, não há dor física nelas, não é possível. As plantas não possuem sistema nervoso central, são não-sencientes. Há muita gente que contesta com um “ah, mas as plantas reagem a estímulos, elas até crescem melhor se falarmos com elas, etc”. O facto de reagirem a estímulos externos, de poderem reagir a vibrações, não as torna sencientes, não as torna conscientes, não as torna capazes de sentir dor física. Mas vamos acreditar que alguém explica que têm um mecanismo único qualquer que as torna capazes de sentir dor (só imaginação mesmo): MESMO que se prove que sofrem de alguma forma, continua a ser mais ético comer uma alface do que comer animais, pois ao comermos vacas, porcos, galinhas e coelhos, contribuímos para a morte de mais legumes e cereais, plantados para os alimentar. Se não tivéssemos tantos animais, não havia tantas bocas para alimentar. Por isso, seria mais ético comer uma cenoura, do que comer um coelho que comeu 100 cenouras para crescer.

Por último, essa desculpa do “ai, és vegano… e as pessoas que sofrem??” é vazia, é vazia porque uma coisa não impossibilita a outra, uma coisa não anula a outra. Há grupos dedicados a lutar por cada uma das causas, mas cada um de nós pode sim, diariamente, mudar e lutar por um mundo melhor,  “Para que vou ser vegetariano, se há guerras a acontecerem não sei onde?”, isso é só uma desculpa para não fazerem nada! Quem fala assim, esconde-se por trás dessa pseudo-preocupação com o alheio, para poder continuar a ir ao McDonalds ou comer um belo Magnum. Há atitudes directas que TODOS podemos tomar JÁ! Deixar de explorar animais não nos impede de levantarmos a voz pelos direitos humanos, pela natureza, pelas demais injustiças. Podemos escolher uma paixão, mas adoptarmos atitudes correctas em várias vertentes. Podemos marchar pelos direitos dos gays, pelo direito a receber um salário adequado e ir para casa comer uma comida isenta de sofrimento. Uma coisa não impede a outra.

Há uns 17/18 anos, um cão foi atropelado, na vila onde moro, e deixado na berma duma estrada durante dias. Alguém o viu, vivo, e o transportou para umas obras e construiu uma espécie de cobertura (porque chovia) e o deixou lá. Umas crianças que vinham da escola viram aquele cenário e lembraram-se de mim. Quando eu cheguei e me deparei com aquilo, um cão enorme, que respirava apenas, não se mexia, nem sequer levantava a cabeça, entrei em total desespero. Fui a correr aos bombeiros pedir que me ajudassem a tirá-lo dali e a levá-lo a um veterinário, mas recusaram-se. Corri para o posto de GNR, em prantos, e riram-se de mim, acompanharam-me à saída, dizendo “menina, preocupe-se com os velhinhos que dormem na rua, tenha juízo“. Nunca mais me esqueço disso, nem dos dias que vivi ao lado desse cão. Levei-lhe comida, água, e desesperava ao ver que ele não tocava em nada. Lembro-me dele levantar a cabeça, tentar abrir a boca e cair novamente no chão. Eu não tinha carro e ninguém me queria ajudar, achavam que o animal só tinha de ficar ali para morrer. Até que convenci o meu pai a ir ver o cenário, e foi quando ele chamou uma veterinária da câmara que, quando lá foi, constatou que o pobre cão tinha já gangrena em várias partes do corpo, e lhe deu uma injecção para o deixar ir embora. Este animal esteve quase uma semana em total sofrimento. Escrevo isto banhada em lágrimas, porque me lembro muitas vezes do focinho dele, das pessoas à minha volta, do riso de tanta gente. Eu não percebia como é que não viam este animal como eu o via, como podiam passar e ignorá-lo? Como podiam ignorar uma criatura em agonia?? Estava ali, diariamente, respirava, sofria, existia!

Não nos podemos preocupar com os animais E as pessoas? Não podemos ajudar os porcos que vivem entre grades frias, as vitelas que vivem em cubículos, as galinhas enjauladas, enquanto reciclamos, enquanto damos comida a quem tem fome?? PODEMOS. Não se escondam por trás de argumentos que sabem serem vazios! Se não sabem que são vazios, se pensam que descobriram um argumento fulminante, indiscutível, pensem novamente! Não há argumentos para continuarmos a contribuir para o sofrimento directo de tantos animais. Não há…

Gostam das comidas a que foram habituados desde que nasceram? É compreensível, é natural! MAS o paladar está acima da dor, do sangue, da morte de tantas criaturas? Há todo o tipo de prato que imita os pratos a que estavam habituados, é uma boa forma de transitarem, há burgers, panados, rissóis, croquetes, empadões, pizzas, queijos veganos. Mergulhem nesse universo vastíssimo, permitam-se descobrir um mundo novo, onde comem sem peso na consciência. E há muitos de nós, aqui, disponíveis para dar uma mãozinha a quem precisa.

É hoje o dia em que dás esse passo?

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235 comments

    • Tudo uma treta…. ide para Àfrica e dizei aos leões para nao vos comer que sois protetores dos animais,eheh.
      dizer que è vegetariano por amor ou pena dos animais è mera doença crònica..tende juizo e aceitai o prquê de nao comer carne

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      • Aí está o comentário de uma pessoa ignorante ou analfabeta porque parece que não sabe ler, uma vez que este texto mostrou o quanto errada está a sua opinião. O facto de ser vegetariano por não querer fazer sofrer animais é uma opção que não invalida o facto de um leão com fome nos comer a nós. Talvez porque o leão não é um ser racional como nós e só reage aos seus instintos, mas mesmo assim um leão ainda me parece um pouco mais racional do que você para fazer esse comentário.

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        • A chamar ignorantes e analfabetos aos que discordam o senhor Anónimo não está a defender causa nenhuma. A Natureza fez-nos omnívoros. Para mim isto é um ponto final.

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      • O porquê de não se comer animais chama.se consciência e se somos assim tão superiores aos animais ao ponto de termos o direito de dispormos da vida deles em prol da nossa não sei porque se aceita comparar a um que instintivamente segue o seu impulso da fome e por isso nos atacaria. Afinal parece que a superioridade é mera prepotência do homem. Pelo menos não existe superioridade mental na análise da situacao, apenas uma mera repetição de comportamentos instintivos. Pensando um pouco não é difícil perceber a diferença, no caso nem é preciso pensar a Bárbara explicou tudo!

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      • Eu sou Vegan. No entanto discordo com grande parte do que aqui escreves-te. Tu e muita gente estão a querer tornar o Veganismo/Vegetarianismo numa religião e, de facto, já quase que o é. Só falta andarmos porta a porta a vender a “Bíblia Vegan” (isto se já não houver quem o faça). Da mesma maneira que acho ridículo as pessoas proclamarem-se cristãs, muçulmanas, judaicas ou whatever, e seguirem ou acharem que seguem um livro escrito à milhares de anos por um escritor de ficção cientifica. Isto acontece porque as pessoas são preguiçosas e não se dão ao trabalho de pensar por si, sendo muito mais fácil juntarem-se às maiorias. Se a maioria venera-se o Conde Drácula, hoje grande parte da população acreditava que ele andava ai a sugar vellhinhas. Não fugindo mais ao tópico, tenho te a dizer que se de repente todas as pessoas se torna-sem Vegans o mundo acabava.(Não me vou dar ao trabalho de explicar, pensa.)
        Compararem-nos aos Leões também é estúpido, visto que eles são carnívoros, quanto muito comparem-nos aos Ursos(Omnívoros, se não sabes o que significa, pensa novamente.), aquilo que eu acredito que muitos de vós aqui são.
        Isto só para dizer que se as pessoas passassem menos tempo a tentar convencer as outras a juntarem-se às suas “tretas” e mais tempo a fazer o que acham que é certo, talvez um dia todos chegássemos às mesmas conclusões.
        Para terminar, “É hoje o dia em que dás esse passo?”, eu dou passos todos os dias, e tu dás? Ou andas de cadeira de rodas atrás do que os outros dizem?

        Beijinhos e Abraços.

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        • Estás mal informado… primeiro, não, o mundo não acabava só porque deixamos de comer animais, mas não sei a relevância desse comentário, já que, obviamente, o mundo não vai tornar-se vegano dum dia para o outro…
          E conheces-me de onde, para dizer que vou atrás do que alguém diz? Tanto julgamento…
          Felicidades

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        • Vamos esclarecer aqui algumas coisas, eu pedi-te para pensares, não pedi? Obviamente que o mundo não se torna todo Vegan do dia para a noite, apesar de ser esse o objectivo de muitos dos Vegans. Mas, caso esse sonho se torna-se realidade, o que achas que ia acontecer a todos os animais para consumo que existem de momento? achas que temos campos de cultivo suficientes para sustentar toda a população? etc etc etc perguntas que precisam de resposta para as quais nem eu, nem tu, nem ninguém tem.
          Está mais que cientificamente provado que o ser humano é Omnívoro, depende agora do julgamento de cada um de nós escolher comer carne ou não. Eu sou Vegan grande parte do ano, no entanto, 1 ou 2 vezes por ano, em ocasiões especiais, como carne. Faz parte da minha natureza, e eu aceito-a. E tu aceitas a tua natureza? Ou queres mudá-la?
          Eu nunca disse que ias atrás de alguém, repara no meu comentário, eu fiz perguntas, tu é que as estás a responder.
          Muito menos te julguei, até porque até um certo ponto, partilhamos a mesma visão.
          Voltando ao mundo fictício, se de repente os Ursos desenvolvem-se uma inteligência a par da do ser humano, deviam os Ursos parar de ser Omnívoros e passar a ser Vegetarianos?

          Felicidades para ti também 🙂

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        • Essa questão é completamente irrelevante, daí ser desnecessário pensar sequer nela, porque o mundo não se tornaria nunca vegano dum dia para o outro…
          E desculpa, não existe vegano que abre excepções duas vezes por ano… ok, segues uma dieta vegetariana estrita (sem produtos de origem animal), a maioria do tempo, mas não és vegano.

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        • Eu sou Vegan no que toca à dieta, 363 dias por ano. No que toca à ideologia, não. No que toca à ideologia Veganismo é um movimento radical, querem abolir tudo o que envolve animais. A vida não é 8 ou 80, existem várias e muitas coisas que de facto deviam ser abolidas, no entanto não significa todas.
          Acho engraçado como falhas a responder a: “Voltando ao mundo fictício, se de repente os Ursos desenvolvem-se uma inteligência a par da do ser humano, deviam os Ursos parar de ser Omnívoros e passar a ser Vegetarianos?” Dizes-me que é irrelevante, quando de facto é extremamente relevante visto que boicota a ideologia Vegan e essa simples pergunta prova que novamente as coisas não são a 8 ou 80. Tudo o que é radical é errado. Tem que haver uma moderação para tudo.
          De qualquer maneira não quero trazer ninguém para o “meu lado”, esta é a minha maneira de pensar e não preciso que mais ninguém pense como eu. Tu tens a tua, e queres convencer outros a seguirem a tua… Eu acho que é errado, tu achas que é certo. Tudo bem, são opiniões.
          Se me permites a dar-te um conselho para de olhar para as coisas a 8 ou 80, procura pelo 40.

          Bom fim de semana.

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        • A parte irrelevante a que me referia, é a parte do mundo se tornar vegano amanhã…
          A discussão sobre o Homem ser omnívoro daria horas de escrita… o Homem é omnívoro por oportunismo, mas a nossa natureza, o nosso corpo mostra claramente que não estamos preparados para digerir lácteos, carne e outras “porcarias”.

          Eu não quero seguidores, quero é gente que deixe os animais em paz.

          E sim, sou radical em muitas coisas, apoio o fim radical da exploração de animais, o fim radical da pedofilia, etc. Há coisas em que sou contra a 100%, se isso faz de mim “radical”, sou com gosto

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        • As pessoas preguiçosas aqui referidas escrevem escreves-te em vez de escreveste, venera-se em vez de venerasse, torna-sem (Ahahah!) em vez de tornassem, etc.

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      • És mesmo estúpido ou estúpida… porque te escondes atrás de um anónimo… animal não és, pois serias melhor… deves ser… isso mesmo : estúpido e ignorante…

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      • és burro que nem um monte de merda…. vai dizer a um gorila para comer carne… é vegetariano!!!! mete um gorila e um leao numa jaula e vê quem sai vivo…. doença crónica é a tua existência palhaço de merda

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    • Mais um a comparara humanos com leões!!! Eheheh Mas afinal de contas qual dos dois é a espécie inteligente? Os leões ou os humanos?!!! Bom pelo comentario que vejo pela parte de um meat heater acho que a inteligência fica aquem de um leão…

      Arranjar sempre desculpas para justificar os nossos actos já é um factpr psicológico que nos ajuda a sentirmo-nos menos responsaveis pelas coisas que acontecem…

      Sao estes os tais individos que querem ver mudanças no mundo e eles mesmos nao estao dispostos a mudar

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    • Por amor de deus, o coelho come as 100 cenouras porque precisa de se alimentar, nós plantamos para sobreviver, vai dizer a um leão para deixar de comer gazelas , que ele manda-te para o #*$R# mais velho, parem de tentar fazer do vegetarinismo uma religião 🙂

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    • As/os nutricionistas não se preocupam tanto com a falta de proteína e vitaminas esseciais para a vida como a B12, como se preocupam com a falta de ferro nas mulheres. As mulheres necessitam de ferro em muito maiores quantidades que os homens, porque durante a menstruação uma grande parte do ferro é perdida. Daí observarmos mulheres que deixam de ingerir carne e por consequência deixam de ter menstruação, pois aí o corpo está a tentar não perder o pouquissimo ferro que tem como forma de se proteger. Isso é grave, e demonstra que a ingestão de carne é uma necessidade natural do ser humano

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  1. Gostei tanto!
    Em quase 1 ano a ser vegetariana nunca pensei ouvir tanto disparate sobre a minha alimentação e os motivos que me levaram até ela!
    Concordo com tudo o que foi escrito e passei por uma situação idêntica com um gato que encontrei atropelado na estrada. Quando fui pedir ajuda a um café próximo a senhora disse: “ó menina é só um gato! “. Felizmente a história teve um desfecho feliz. Depois de muitas idas ao veterinário e medicamentos o gato recuperou bem 🙂
    Mas eu acho que vou ganhando forças cada vez que as pessoas me tentam desencorajar deste meu estilo de vida!
    Obrigada pela partilha! 🙂

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    • O seu estilo de vida não tem mal nenhum, mas se todos fossemos assim, o seu gato/cão/… não teria o que comer, porque o ser humano não matava animais e como tal não havia ração, nem restos, nada para lhe dar!

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      • Falta de informação aí também. Existem cada vez mais rações vegetarianas para cães e gatos. Existem milhões de animais que comem estas rações e vivem prefeitamente bem. Ou seja mais um argumento sem sentido

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        • Gatos e cães não são seres vegetarianos. Não faz sentido nenhum serem alimentados com rações vegetarianas. Os cães ainda conseguem ser omnívoros, mas os gatos são carnívoros. A dieta os donos não tem, e não deve influenciar a dieta dos animais que mantém, e ao fazê-lo estamos a desrespeitar a natureza do animal que mantemos.

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    • Infelizmente, como comi muito mal a vida toda, ainda não confio que o meu corpo produza b12 suficiente por ele (no futuro, quando estiver mais limpa, acredito que poderei viver sem suplementar). Por isso, tomo b12, proveniente das mesmas bactérias, não é nada químico. Há quem diga que o facto dos animais terem a presença de b12, prova que a carne é necessária. Não, os animais são injectados com b12, e tomam ração com b12 também. Por isso, tomar b12 comendo animais, é tomá-la indirectamente, e em pequena quantidade. Como a falta de b12 é perigosa, e o excesso é excretado, prefiro tomar b12, e dar ao meu filho, do que correr o risco de nos faltar.

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      • O nosso organismo não consegue fornecer B12 a si próprio, seja em que altura da vida for. Por isso mesmo a sua suplementação é sempre necessária em dietas veganas (durante toda a vida). É aliás recomendado a toda a população, independentemente das suas dietas, a partir dos 50/60 anos de idade.
        “Limpeza” é também algo totalmente abstracto quando se fala de alimentação/nutrição/organismo. O nosso fígado está lá para tratar de qualquer “detox” que o organismo necessite. Importante mesmo é fornecer ao organismo todos os nutrientes que este necessita. 🙂

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        • As bactérias no nosso intestino grosso, produzem b12, o problema é que não as absorvemos correctamente. É essa a informação que tenho. Mas eu suplemento, porque prefiro não arriscar 🙂 Grata

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        • Exacto. O problema é que a absorção da B12 é feita antes do intestino grosso, (no final do intestino delgado). Daí que a sua produção acabe por ser em vão, no que toca a uma eventual absorção desta vitamina.
          Faz muito bem em não arriscar, até porque não custa nada suplementar.

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        • Pois, é isso mesmo! Se fosse outra vitamina, que não é excretada e prejudica se em excesso, teria mais receio, mas com esta, não vejo mal tomar. Mas, como disse no artigo, não é uma carência exclusiva dos vegetarianos. Conheço muitos que comem de tudo, com carência de b12…

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  2. Obrigada!Ajuda tanto sentir que não somos os únicos,que estamos no caminho certo por muito dura que seja a cruzada…e só é difícil porque nos deparamos com uma muralha chamada “sociedade” que nos descrimina,nos aponta…O meu coração sabe que este é o único caminho.

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  3. uuhh pior que ser vegetariana é não saber justificar porque o é, desde que vegetais não gritem ou expressem dor é na boa, ta certo LOL mas valia só dizer “sou vegetariana só por escolha”e tava resolvido pq, parte “cruel”, existem utensílios parecidos com pistolas que matam em menos dum segundo, enquanto uma cenoura as cortas aos bocados viva.
    Sobre a treta dos alimentos, se todos fossem vegetarianos, fora os animais, também haveria + bocas Humanas para alimentar

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    • Eu não tentei, com este texto, justificar a minha escolha, que está bem longe de ser por esse motivo…
      Mesmo que os animais fossem abatidos sem dor, continuaria a ser errado comê-los. E sim, se todos fossem vegetarianos, haveria bocas humanas para alimentar, com vegetais e frutas, e muito menos bocas animais, que só existem em quantidade absurda, para produção alimentar. Em vez de destruirmos tantos solos, a produzir soja, milho e outros produtos para alimentar gado, teríamos espaço para produzir alimentos para todos os humanos, com abundância. Assista ao documentário Cowspiracy.

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    • Ha uma pequena diferença entre a escolha dela e a tua, ela fez uma escolha porque pensou nas consequencias da alimentaçao que levava, e tu pelo que falas nao fizeste uma escolha, tu nasceste numa cultura e numa familia que te educou com uma dieta de base que tu nao paraste ainda para pensar nas consequencias.
      O facto de que te deste ao trabalho (presumivelmente) de ler o artigo e de alguma maneira enfiares a carapuça e sentires necessidade de defender o outro lado, ja deve significar que tens algum tipo de duvida…o que é bom, se “todos fossem vegetarianos” haveria muita mais comida e agua no mundo, pois uma vez os animais n fossem um mercado haveria menos bocas para alimentar, pois os animais comem e bebem muito mais do que nos…sabes quantos kilos de comida e litros de agua sao necessarios para um kilo de carne? Convido-te a fazeres uma pequena pesquisa e descubrires…de facto alem da crueldade com os animais ha muitos mais aspectos da “escolha” a ter em consideraçao fazendo hoje em dia quase a unica “escolha” com sentido se queremos continuar a viver neste planeta, como a BarbaraGizela disse, assiste ao documentario cowspiracy com uma mente aberta, e pode ser, que mudes de ideia em algumas coisas…abraço

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      • Ah!! e parabens pelo texto BarbarGizela, como vegetariano ha 18 anos, passei tb por tudo isto…raramente entro em conversas estes dias…embora parece que uma nova era parece estar a chegar, onde a informaçao ja corre num grande caudal que ja nao pode ser retido…abraço

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        • Sim, eu hoje também raramente entro em conversas… 🙂 só quando vejo que vale a pena. Antes é que perdia tempo com tudo e com todos, quando, nitidamente, há gente que só quer chatear… Não vale a pena 🙂 A verdade está aí, e já não se pode fugir dela como antes…

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        • Concordo convosco. Sou vegetariana à 7 anos e também já passei por situações de stress e conflitos verbais porque as pessoas são tão ignorantes e incompreensíveis ao ponto de não respeitarem uma opção. Perguntam porquê? como? e tal, mas simplesmente não querem ouvir e pensam que andamos a pregar algum tipo de religião ou culto, com a única finalidade de provocar e insultar. Não perco tempo com pessoas que só querem argumentar e impor os hábitos convencionais, até parece que somos alguma doença infecciosa lol e que os vamos contaminar só porque não temos pratos com carne e peixe.
          Não me agrada de todo as pessoas ditas cheias de moral serem más e terem o tipo de comportamento insultuoso, até porque se as incomoda tanto sermos vegetarianos não entendo como “perdem” tempo a ler este tipo de textos do ser ou não ser… e ainda se dão ao trabalho de dar resposta.
          Para as pessoas defensoras da 100% carne, de que os animais são objectos na sua integra e que não nos respeitam de todo esta frase é para vocês: nestes minutos de vida que “perdem” a ler, a reflectir, a pensar no que vão dizer e escrever, poderiam pensar no que vão fazer para o jantar, como por exemplo; gato estufado, ai mas não pode ser pois não?!, tem que ser coelho porque a nossa cultura só permite coelho e gato não está na lista gastronómica (não sei porquê! é animal e tem carne) ou então ver um programa ignorante com muita cultura nacional como touradas que é muito “bonito” típico no nosso país, como se ver animais a sangrar fosse muito bonito e instrutivo. Pura ironia claro. Abraço para todos aqueles que tentam pelo menos marcar a diferença, positivamente, nesta nossa sociedade egoísta.

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  4. Há alturas em que é desesperante sentirmos que estamos rodeados de pessoas que não se preocupam (porque preferem não se preocupar), que escolhem não querer saber para que consigam “estar em paz” quando vão dormir e continuar com hábitos que são horríveis, dos mais diversos ângulos. Pior ainda é saber que esses hábitos são mantidos por pura preguiça e comodismo – e às vezes, no cúmulo desta pobreza de espírito, ainda se goza ou minimiza aqueles que se recusam a essa mediocridade.
    Nesses momentos, é bom ler estas palavras. São o conforto de que esta jornada não se faz sem companhia, porque felizmente há mais pessoas cuja consciência já despertou!
    Por isso, estou grata. Muito obrigada.

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    • Sim, entendo perfeitamente, é desesperante sim, dá uma sensação de frustração, de impotência, apetece abanar toda a gente “por favor, acordem, vejam o mal que estão a fazer! Aquilo dói, aquilo é horrível, façam alguma coisa”… Quanto mais atacam, quanto mais brincam, riem, mais culpa demonstram, é tudo uma farsa. Quanto mais de desgastam e descabelam em argumentos, mais demonstram que não estão bem com eles mesmos. Discutir com essas pessoas não vale a pena, só nos desgasta, só nos desespera… Perdi tempo demais em brigas, sabes? Quem quer saber, procura! A verdade está aí! Já não há como esconder 🙂

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      • É exactamente isso. Com frequência sinto que essas pessoas o que querem é arrastar-me para uma discussão, sobretudo quando sentem que estão em “maioria” e que vão “arrasar” comigo. É frustrante, apesar de eu saber que tenho capacidade para lidar com esse tipo de pressão, felizmente esses “debates” não abalam as minhas convicções. Só fico apreensiva, porque nunca sei se a minha abordagem é demasiado agressiva (o que faz dela inútil e cheia de energias negativas; a mensagem não passa) ou, pelo contrário, demasiado passiva (que não tem força suficiente para marcar presença ou despertar curiosidade).
        No fundo, eu quero acreditar que todos conseguem deixar essa letargia e “despertar”, sobretudo as pessoas que amo e admiro. Porém, nunca acontece, e às vezes isso é desanimador.
        No entanto, é como tu dizes, “Quem quer saber, procura! A verdade está aí!”, o que acaba por simplificar um pouco as coisas.
        Paz ❤

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        • Há pessoas que funcionam bem com o choque, há pessoas que funcionam melhor com exemplo. Já vi muita gente tornar-se vegana depois de discussões bem acessas, e outras, só porque vêem de perto alguém ser, experimentam, investigam. Não te sintas mal, porque o que resulta com uns, não resulta com outros. Mas eu já me descabelei muito ao longo destes anos. Nos primeiros, eu passava-me com toda a gente, passava-me mesmo, gritava, ofendia, porque sentia uma revolta tão grande, por ver que os outros não faziam o mesmo, que explodia. Depois comecei a ficar mais calma, hoje não respondo a 90% do que dizem, se são agressivos, mal educados, etc. Se percebo que a pessoa está aberta a saber mais (às vezes percebe-se isso, mesmo quando estão a ser agressivos), entrego-me e ajudo, se vejo só violência, frases feitas, raiva, deixo estar. Mas mesmo pessoas dessas, já me procuraram passado um tempo. Por trás da raiva, dos gritos, da negação, está muita culpa, e fica aquele bichinho lá a incomodar… cada um tem o seu tempo. Mas entendo que não é fácil esperar pelo tempo dos outros, quando este horror com os animais acontece TODOS os dias a TODOS os segundos…… :/

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    • Este texto é lindo e eu não podia estar mais de acordo.. Faço das tuas palavras as minhas palavras..
      Obrigada por este texto lindo, um bem haja a pessoas como tu. Fazem me acreditar na humanidade é que não está tudo perdido. ❤️

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  5. Estou em transição para vegan… Nunca me senti tão feliz! E o melhor é que a minha família que antes me criticava começou a adoptar hábitos semelhantes aos meus e já não chateiam tanto se não houver carne. As minhas amigas, aquelas mesmo do coração quase irmãs, pedem-me para cozinhar para elas porque adoram a comida que eu faço e muitas das vezes dizem que preferem isso à carne! Até a minha avózinha do alto dos seus 70 e tal anos, experimenta a minha comida. Adorei este “desabafo”! Há pessoas que não valem 1 minuto da nossa atenção, porque serão sempre parvas. Não deveríamos julgar os outros pelo que comem ou pelas suas prioridades, mas infelizmente grande parte das pessoas são assim. O que importa é sentirmos-nos felizes connosco. 🙂

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    • Fico muito feliz por ler o teu comentário! Que bom, a dar o exemplo e a contagiar os outros com essa positividade. Quanto mais vivo, mais sou por esse tipo de ajuda. Quando estamos bem, quando cozinhamos e nos nutrimos com alegria, os outros sentem isso… e é impossível alguém não querer ser feliz também, né? 🙂 o exemplo tem força. Alguns precisam de ser abanados, mas outros, precisam dessa manifestação mais silenciosa, para darem o seu passo um dia. Parabéns 🙂 ❤

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  6. Olá! Gostei muito do que escreveu aqui e até me revejo em algumas coisas…
    Eu tenho 16 anos e eu quero ser vegetariana, mas os meus pais não me deixam… Deixei de comer determinadas carnes, mas não todas, pois não tenho autorização… sempre que como, sinto-me triste e pesada e penso que estou a comer, um amiguinho, uma alma pura e que poderia estar feliz em algum lugar, mas não está para me alimentar. Então como vi que se disponibilizou para ajudar, eu queria perguntar o que devo fazer, ou assim…
    Muito obrigada!

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    • Os seus pais não podem forçá-la a comer. Se disser que não come os animais, eles vão pô-los na sua boca?? Diga aos seus pais que quer dar esse passo, e que se for preciso, também cozinha para si. Quando me tornei vegetariana, os meus pais também não gostaram, ainda vivia com eles, e tive de passar a cozinhar para mim. Se os seus pais tiverem abertura, aconselho a falar com eles, explicar que é uma decisão bem pensada, que não existe necessidade física para comer animais, que, pelo contrário, estará melhorando a sua saúde. Com calma, explique, porque podem ter-se assustado por não saberem nada do assunto… Imprima artigos, receitas, mostre que é uma alimentação abundante, cuidada, saudável.

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    • Olá, gostaria de te dar a minha modesta opinião e vou-te dar um exemplo que se passou comigo, pois sei que não deve ser nada fácil para ti contrariares a vontade dos teus pais ainda para mais quando estás dependente deles.
      Aqui há uns anos deveria eu ter mais ou menos a idade que tu tens agora e lembro-me que a minha mãe me obrigava a ir à missa. Na verdade eu acabava por ir, muito porque ainda acreditava que Deus me iria castigar se não fosse! Como referi sei muito bem que não é fácil para ti marcares posição e começares a ganhar a tua independência da dependência imposta pelos pais. Eles não fazem por mal e acham sempre que sabem o que é melhor para nós, mas só nós é que sabemos o que é melhor para nós…
      Primeiro de tudo acho que deves começar a estudar e aprofundar cada vez mais os conhecimentos nesta área e se ainda não fazes a própria comida depois deves começar por sugerir que tu cozinhas para ti! Normalmente as mães são mais sensíveis e também me parece que é por aí que deves começar a tentar desbravar caminho, ou seja subtilmente começas a ter conversas amigáveis com a tua mãe sobre o assunto…

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    • Querida amiga o comer animais ou nao depende cada um eu estou tentar deixar de comer só já vou nas carnes brancas mas ainda como mas os animais não tem alma tem inteligência e instinto e procrião-se pela inteligência e cheiram as femeas pelo instinto alma só nós temos e depois de partir-mos que nada morre tudo é eterno o UNiverso é de todos e para todos e com todos mas depois seremos Espíritos ,Deus nosso Pai e Pai do Universo Ele Mesmo distinguiu o trigo do joio os animais são nossos amigos,mas não lhes queremos mais do que aos nossos queridos filhos que são a coisa mais linda mais pura que Deus nos deixou no nosso coração e alma

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    • Olá Juliana.
      Eu tenho 17 anos e sou ovo-lacto-vegetariana há 7 meses. Tenho a sorte dos meus pais terem aceitado relativamente bem, embora com algumas apreensões ao início.
      De certa forma, é compreensível, porque esta mudança na alimentação não foi gradual, aliás, foi literalmente de um dia para o outro. Para mim foi simples, um dia decidi dar folga ao meu sufoco, percebi que não conseguia mais, que aquela “alimentação” não funcionava para mim, não estava em harmonia comigo.
      Por isso procurei, informei-me, assentei algumas ideias e aderi a grupos de vegetarianos, para que a minha entrada neste mundo novo fosse suave e tranquila, sem um impacto negativo no meu corpo, saúde e energia, e para que a pudesse fazer “às claras”, com conhecimento das coisas.

      Ora, isto para os pais é extremamente assustador, e um grande choque. Implica preocupações com a saúde (normalmente não estão informados sobre o vegetarianismo); a ideia de que “é só uma fase” (por causa da nossa idade); a recusa de algo que é oposto ao que eles sempre consideraram ser o melhor para nós, etc etc.
      No meu caso o que fiz foi dizer aos meus pais, com serenidade, que a partir daquele dia, carcaças de animais não constariam da minha ementa: nem carne, nem peixe, nem frutos do mar, nem caracóis ou camarões. Expressaram alguma preocupação por ser um corte repentino e por serem todos os tipos de animais, mas mostrei-lhes artigos, informei-os sobre a proteína e desmistifiquei várias noções comuns do vegetarianismo.
      Ficaram mais tranquilos, eu disse que queria cozinhar a minha comida mas hoje em dia, eu e a minha mãe dividimos essa tarefa, porque comemos muitas vezes o mesmo e, como tal, umas vezes cozinha ela e outras eu.

      Não deixes de o fazer porque não te é permitido, porque acredita, é algo que vale a pena. Por outro lado, não te esqueças que, já que tu procuras a compreensão dos teus pais, deves também compreender o lado deles – ou seja, não interpretes isto como um incentivo à rebelião ou ao desrespeito, mas sim um encorajamento à tua luta, para que aceitem uma decisão que conscientemente tomaste e possas estar em harmonia com todos os que te rodeiam.
      Espero ter ajudado de alguma forma.
      Paz ❤

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  7. Eu acho que para além tudo isso, existe uma coisa chamada “evolução das espécies” ou “evolução da vida”, onde a Bárbara consegue encontrar algumas semelhanças entre nós e os nossos antepassados (que calha serem animais). Naquele ponto comum da história da evolução em que uns viraram macaco, outros viraram leão, e outros viraram aranha, existe também a semelhança de todos caçarem a sua presa, e nós não fugimos à regra. Os leões caçam com os dentes, e comem a sua presa crua e com sangue. Antigamente caçávamos com os braços e pernas, mais tarde com paus afiados e com pontas de metal, e hoje em dia através de outros métodos. Se está errado? Não está, é a lei da natureza, e foi assim que as coisas aconteceram na Terra. Se está certo? Não está, é a lei da natureza, e foi assim que as coisas aconteceram na Terra. Se quer comer couve e deixar o bife de lado, tem todo o direito de o fazer, mas não critique quem não o faz. O seu regime alimentar é uma escolha sua, que deve ser respeitada. Assim como o meu regime alimentar deve ser respeitado por si. Eu não tenho qualquer interesse em saber o que é que aquele animal sofreu para eu estar de barriga cheia. É a lei da vida. Se não conseguiu fugir de mim, foi porque eu fui mais forte. Eu ganhei, eu tenho direito. Ponto final.

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    • “Eu não tenho qualquer interesse em saber o que é que aquele animal sofreu para eu estar de barriga cheia.” Poderia responder facilmente aos argumentos da lei do mais forte, mas depois de ler essa sua afirmação, não tenho mais nada a dizer.

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      • É a mais pura das verdades. Repare, todos nós precisamos de nos alimentar. E há coisas na vida que nós precisamos de aceitar, e ponto. No seu caso, que não aceita que os animais sejam mortos para que o ser humano se alimente, acho bem que se defenda da forma que achar mais apropriada (neste caso virou vegetariana). E eu respeito isso! Como espero que você respeite o facto de eu, aceitando aquilo em que acredito (evolução das espécies, mãe natureza, lei do mais forte), coma animais para me alimentar. Isto para explicar que, o facto de eu não querer saber o que é que o animal sofre para eu me alimentar, é a minha forma de defesa psicológica (como a sua foi virar vegetariana), ou seja, aceitar e ponto.
        E não me venha falar sobre argumentos fáceis e frases pré-feitas sobre qualquer carnívoro que tenta defender a sua alimentação. Eu não dou qualquer importância à diferença entre a minha alimentação e a sua. Eu dou importância à forma como as pessoas discutem este assunto, e a sua não foi a mais saudável. Porque é que na vez de estar a discutir este assunto com mil pessoas diferentes na web (e eu aqui sou culpado), não se senta à mesa a comer a sua couve ou alface e deixa os gostos dos outros para eles mesmos? Epá, muito sinceramente: Hoje em dia, há tantos hábitos, gostos, formas de ser, personalidades e mentalidades diferentes, que estar a discutir sobre qual é a mais correcta é completamente absurdo.
        Em paz lhe digo, terminando, que aceito muito bem que a menina goste de defender os animais. Mas eu acho uma palermice estar a discutir o que é que os outros acham. Porque uma coisa é defender aquilo em que acreditamos, outra coisa é criticar aqueles que não têm capacidade de argumentação para defender aquilo em que acreditam.

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        • Este é o meu blog, onde falo daquilo que me apetece. O José é que veio aqui falar comigo, eu não o procurei… Isto não é uma questão de gostos. Gostar de amarelo ou de verde, não faz diferença nenhuma, gostar de homens ou mulheres, também não, agora gostar de algo que mata, que magoa, que prejudica, aí, sim, faz diferença, e é motivo para se discutir e mudar. discutir com quem vale a pena, claro…

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      • “Poderia responder facilmente aos argumentos da lei do mais forte, mas depois de ler essa sua afirmação, não tenho mais nada a dizer.”
        “discutir com quem vale a pena, claro…”

        Isto sim, são argumentos daqueles que me deixam calado a duvidar de mim mesmo! À primeira ainda pensei que estivesse demasiado irritada. À segunda confesso que me surpreendeu. Então não é que a menina não consegue ouvir a opinião dos outros, quando esta é diferente da sua? Quer-me parecer que está a descarregar em todos os carnívoros que aqui vêm dar a sua opinião. Como disse, é o seu blog. Falou abertamente, para o público geral. Eu li, e vim aqui dar a minha opinião. Se não gosta, paciência, mas aceite. E não ofenda. Só lhe fica mal.

        Sem mais,
        com os melhores cumprimentos,
        José Reis.

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        • O “discutir com quem vale a pena” não foi uma ofensa, não foi no sentido que interpretou. Simplesmente entendi que não vale a pena discutir com alguém que não quer mudar, que só veio aqui tentar contrariar. Como disse no artigo, já não perco tempo com certas pessoas, porque é frustrante. Para que vou estar a perder tempo, se não vai mudar rigorosamente nada na sua posição, vai continuar a comer animais, eles vão continuar a sofrer horrores… Alguém que disse que não tem o mínimo interesse em saber sobre o sofrimento dos animais, não dá abertura alguma… Era esse sentido. Fique bem

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        • Lei do mais forte? O animal não conseguiu fugir e, portanto, VC é mais forte? Nossa, q sem sentido… Primeiro que os animais são confinados, alimentados por humanos, tomam antibióticos, vitaminas e etc… Eles não tem chance! Estão sendo criados apenas para saciar pessoas como VC. Pessoas q não refletem o mal q a indústria das carnes está causando ao nosso Planeta. Toda a perda de biodiversidade, gastos excessivos de água, crueldade… No lugar de escrever tanto, pq não vai estudar mais? Existem diversos documentários! Inicie assistindo Cowspiracy… Paz pra VC!

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      • Eu não sou nem basicamente nem concretamente um leão. Eu sou um ser-humano, como o senhor. No entanto, depois de aprofundar os meus conhecimentos e experiência no ramo da evolução das espécies e da vida no planeta Terra, sinto-me perfeitamente à vontade para matar um porco para depois o comer. Novamente, há coisas que as pessoas têm de aceitar. E por mais cruel que seja a Natureza, é assim que funciona. Quer comer alface, coma alface! Mas eu não vou comer só alface, porque eu consigo aceitar a lei da vida e a lei do mais forte. Pode ser injusto aos olhos de muita gente, mas para mim não é. E só tenho de agradecer e apreciar a sorte que tenho em não ter nenhum predador natural. Mas as coisas são assim! Eu aceito, eu como porcos. Vegans, se não aceitam, não comam porcos.

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        • “Eu não sou nem basicamente nem concretamente um leão.”
          Foi o José que recorreu ao exemplo de um leão no seu primeiro comentário. Os leões também matam as crias de uma fêmea se quiserem acasalar, pois uma leoa não acasala com crias por perto.
          Enquanto espécie não me parece que sejam o melhor exemplo para nós.

          “(…) sinto-me perfeitamente à vontade para matar um porco para depois o comer.”
          O José só come aquilo que mata?

          “E só tenho de agradecer e apreciar a sorte que tenho em não ter nenhum predador natural.”
          Não tem *um* predador *natural*, tem vários: https://en.wikipedia.org/wiki/Man-eater
          E se numa sociedade moderna já não somos caçados, não é certamente à “sorte” que o devemos.

          “Quer comer alface, coma alface! Mas eu não vou comer só alface (…)”
          Pessoalmente não conheço ninguém que coma *só* alface, logo não vejo por que razão seria o primeiro a fazê-lo.

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        • És mesmo burro. Fazes o papel de educado e informado e não sabes nada. Precisas de te reeducar rapaz. Vai ver o filme earthlings e depois vêm dizer o que aceitas ou não aceitas. Que ignorância estes jovens de hj em dia

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        • Ok, então digamos que, por exemplo, um homem de 40 anos viola e espanca uma rapariga de 5 anos até à morte. É apenas uma questão da lei do mais forte. Não há dúvidas, o homem é mais forte do que a rapariga! É a natureza do homem, por isso temos de aceitar e calar. Uau! Acabámos de encontrar a solução para fechar todas as prisões, tribunais e afins e pôr no desemprego todas as pessoas relacionadas.

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      • “Os leões também matam as crias de uma fêmea se quiserem acasalar, pois uma leoa não acasala com crias por perto.” – Tem toda a razão, não é um exemplo para nós. E a comparação com os leões foi feita a partir do ponto de vista de caça, não de matança de crias. Todas as espécies são diferentes das outras, embora tenham muitas semelhanças entre elas. Só falei das semelhanças, ou neste caso, de uma delas.

        “O José só come aquilo que mata?” – Não.

        “E se numa sociedade moderna já não somos caçados, não é certamente à “sorte” que o devemos.” – O que é que o senhor fez a partir do momento em que nasceu até aos dias de hoje, para que não tenha nenhum predador natural? Então, tem sorte.

        “Pessoalmente não conheço ninguém que coma *só* alface, logo não vejo por que razão seria o primeiro a fazê-lo.” – Falei da Alface por ser uma verdura, não por ser o único alimento vegetariano à face da Terra.

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        • “E a comparação com os leões foi feita a partir do ponto de vista de caça(…)”
          Os leões (carnívoros) são obrigados a caçar/comer carne para sobreviver. Os humanos (omnívoros) não. Fazem-no maioritariamente por gosto, sem pensar nas implicações dessa ‘escolha’. A única coisa que temos em comum com o leão é mesmo o facto de sermos ambos mamíferos.

          Se não mata os animais que come mas por outro lado é “contra à forma como a carne vendida no McDonalds e supermercados é produzida/tratada”, que carne come afinal?

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      • “Se não mata os animais que come mas por outro lado é “contra à forma como a carne vendida no McDonalds e supermercados é produzida/tratada”, que carne come afinal?”
        Não mato os animais que como? Eu não os como vivos… Eu mato-os, e como-os. Mas não como só carne dos animais que mato. Como carne dos animais que os outros matam, e por outros pode entender-se o exemplo do meu tio que gosta de ir caçar comigo.

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    • É por causa de afirmações como esta (“Eu não tenho qualquer interesse em saber o que é que aquele animal sofreu para eu estar de barriga cheia”) que perco tantas vezes a esperança na Humanidade… 😦 Quando é que as pessoas vão deixar de viver em torno do seu próprio ego para compreenderem o sofrimento alheio e recusarem participar nele?
      José, deixe-me fazer-lhe uma pergunta. “Se não conseguiu fugir de mim, foi porque eu fui mais forte”. A minha pergunta é: considera-se mais forte por chegar a um supermercado e comprar carne embalada, ou por ir a um McDonald’s e pedir um hambúrguer suculento, imagens que desumanizam os animais que foram previamente torturados, cortados vivos e mortos em plena agonia? Talvez não se considerasse tão forte se estivesse num matadouro e tivesse de arrancar uma vaca do camião de onde ela não quer fugir, porque sente o odor do medo dos outros animais lá dentro; se tivesse de a puxar com uma corda pelo pescoço e picar com ferros aguçados para a levar até ao local de matança; se tivesse de pendurar porcos pelo pescoço e cortar-lhes as tripas e deixá-los esvair-se em sangue; se tivesse de atirar um monte de pintainhos machos bebés para uma caixa que os desfaz, porque eles não têm valor no matadouro como as fêmeas…
      José, talvez aí percebesse em que é que consiste “ser forte” na sua cabeça. Para mim, essa ideia de “ser forte” não é nada mais do que “ser cruel”.

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      • Isso que descreveu, é ser cruel. E com toda a razão! Repare, sou contra o mau trato aos animais (seja ele qual for) e sou contra à forma como a carne vendida no McDonalds e supermercados é produzida/tratada. Mas não sou contra aquelas pessoas, carnívoras, que passam 2 horas à procura de um animal selvagem para o matar, para levar para casa para preparar o jantar para a família. Entende onde quero chegar? Fico extremamente impressionado com as imagens que alguns documentários (e não só) mostram sobre a matança em série de vacas, porcos e galinhas em todos esses sítios que falou. Mas mais uma vez lhe digo: Eu não quero nem saber qual o sofrimento que o animal que eu cacei, sentiu. Eu, fui mais forte. Eu matei, eu como. Ponto final.

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        • És mais forte com armas e afins seu tótó. És forte e ganhas a quem não se pode defender e a quem só pensa em fugir de um monstrinho ignóbil e cruel como tu.

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  8. O MELHOR artigo que já li sobre o veganismo. Deu voz ao que sinto há muitos anos: os não veganos vêm de imediato criticar-me por ser mais importante preocupar-me com as criancinhas que sofrem. Quem mo diz, invariavelmente, não faz nada por tais criancinhas.
    Partilhado, obrigada. 🙂

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  9. Simplesmente fantástico!
    Ri e chorei porque identifiquei-me com tanto do que estava escrito… já passei por todas estas situações e ouvi todos estes comentários… já me habituei a muita coisa, mas a minha credibilidade nesta sociedade vai diminuindo todos os dias sempre que assisto a situações em que as pessoas simplesmente enterram a cabeça na sua própria ignorância e “mesquinhez” e não querem saber do sofrimento dos animais que lhes serve de alimento… “se não souber não penso nisso” é o que me dizem pessoas bem próximas 😦 tenho pena desta civilização que, a passos largos, caminha para o abismo 😦
    Bem, mas nem tudo é mau… ainda bem que existem pessoas como a BárbaraGizela :). Obrigada!

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    • Temos de plantar a semente… Posso dizer-te que ao longo destes 16 anos, já ouvi muita gente dizer que nunca se tornaria vegetariana, e que acabou por o fazer. Muita gente reage dessa forma, mas fica a remoer, a remoer… um dia, dá o passo 🙂 ❤

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  10. Mais pessoas como tu é o que este mundo precisa. É preciso mudar mentalidades retardadas e estúpidas. Uma pessoa que olha para um animal e vê uma ‘coisa’ para mim não é nada e prefiro mil vezes ajudar os animais do que essas pessoas.

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  11. Enquanto eu não entendia a razão pq uma pessoa mudava o seu regime alimentar “normal” .para vegan, pois há sempre uma razão da nossa atitude, devagar alterei a minha também.Tirei o consumo leite e derivados, porque em conversa com uma amiga ela disse: “leite de vaca é para bezerros e não para humanos” Já há muito que não como frango/galinha…impossível comer aquela carne, que nem é carne devido às condições e regime alimentar desde pinto até ao prato. Ao fazer a pesquiza para substituir aquilo que já tinha tirado da minha alimentação, deparo com uma alimentação inigualável: a VEGAN.
    Partilho um video que tirou todas as minhas dúvidas e aconselho a todos ver, é longo mas vale a pena. OBRIGADA BárbaraGizela pela tua bonita mensagem e vou precisar muito de ti! 😛 Doce beijo ❤

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  12. Mais um texto daqueles, vegans. Querem ser Vegetarianos e consumidores de produtos biologicos? querem que o mundo todo tenha este habito alimentar? entao começem em pensar em arranjar mais uma terra ou pensarem em controlo populacional… Sou Omnivoro e com muito gosto, tenho noção da realidade, pq estou dentro da agricultura.

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    • Nuno, está realmente muito mal informadoe sem noção da realidade, apesar de o apregoar…! Acha que as vacas, galinhas e porcos não comem??? Para produzir 1kg de carne de vaca, por exemplo, são necessários 8kg de cereais, que alimentariam muito mais pessoas, já para não falar dos 20 mil litros de água. Há 7mil milhões de pessoas neste planeta, mas há 50 mil milhões de animais para consumo, que consomem a maior parte dos alimentos. Veja o filme Cowspiracy ou faça uma pesquisa na internet para se esclarecer melhor…

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      • Pois documentarios, pesquisas na internet… sejam espiritos críticos a cerca essas informaçoes. sabem quem os animais não comem só cereais, ou melhor sabem o que os animais consomem?
        Qnd o argumento é so sobre se ja vi um documentario ou não enfim…

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        • Não me interpretem mal, não quero dizer que ser vegan seja errado ou mesmo a melhor forma de viver, cada um arranja a sua filosofia de vida.
          Agora isto de acharem que sabem muito desta causa quando não conhece a realidade da agricultura, nem em Portugal quanto mais em pais estrangeiro.
          Qnd dizem q um animal alimenta se de cereais e água, é claro que não sabe do que fala…
          Sandra
          “Há 7mil milhões de pessoas neste planeta, mas há 50 mil milhões de animais para consumo” … são os animais que são a mais? Não!!!! Há muito que passámos o climax do planeta Terra.
          Temos de nos habituar a esta ideia que somos muitos seres humanos e qnd uma especie passa a consumir mais do q o habitat pode oferecer, é considerado uma praga, é o que somos uma praga…

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      • Pois documentarios, pesquisas na internet… sejam espiritos críticos a cerca essas informaçoes. sabem que os animais não comem só cereais, ou melhor sabem o que os animais consomem?
        Qnd o argumento é so sobre se ja vi um documentario ou não,fico um pc desiludido, visto que parece que são pessoas tao conhecedoras de causa.

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        • Nuno, milhares de milhões (~50 mil milhões) de animais são criados todos os anos no mundo inteiro para consumo humano. Para sustentá-los é necessário muito mais solo, água e colheitas do que seria necessário para alimentar toda a população humana (~7 mil milhões) directamente com alimentos de origem vegetal.
          O número de animais criado para a alimentação humana causa ainda todo o tipo de poluição, através da enorme quantidade de estrume que estes produzem e gases de efeito de estufa que libertam.
          A própria ONU elaborou um relatório há poucos anos (http://www.theguardian.com/environment/2010/jun/02/un-report-meat-free-diet) onde recomenda um mudança global para uma dieta sem carne e lacticínios, como forma de reduzir significativamente o impacto das mudanças climáticas.

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    • Caro amigo, existem todos os conhecimentos ciêntificamente mais que provados, que se continuarmos a comer animais, o Planeta não sobreviverá e vai ser só uma questâo de tempo !!
      Saiba que só a produção da carne e da pecuâria sózinhas, já são as causadoras de mais de 60% de toda a poluíção e dos danos ambientais de todo o mundo, bem mais e acima de toda a outra poluíção causada por todos os automóveis, por todos os aviôes, por todas as fábricas e por todas as indústrias petrolíferas de extracção e produção dos produtos da energia fóssil do mundo inteiro !! Reflita bem sobre esta presente realidade do seu Planeta…

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        • O documentario fala apenas da realidade…os estudos e as informaçoes estao todas ai…o documentario é so um englobado de varias coisas que ja sabemos ha bastante tempo os que procuramos essa informaçao…procura a informaçao e faz as contas tu mesmo…nao é preciso ser um cientista….quanto a questao da agricultura tens muita razao, e isso é mais um motivo para comecarmos a mudar as coisas e as prioridades, tens muita razao no caso de portugal, mas olha que no “estrangeiro” ha muitos sitios onde se da a importancia devida a agricultura ao contrario de portugal onde a cultura de querer ser doutor, e o estigma de se ser agricultor mais as politicas europeias destruiram a nossa agricultura…

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        • – Jorge Teixeira e escolha positiva, agradeço as vossas respostas 🙂 visto que já alguma argumentação concreta sem ser baseada apenas num documentário.
          E sim eu escolhi Agricultura como profissão, tal como os meus avós e bisavós. Sou de uma pequena cidade do interior, toda a vida convivi com animais de quinta, assisti a muitas matanças de desses próprios animais, não ficava chocado e nunca fiquei, acredito num agricultura sustentável seja ela pecuária ou vegetal porque sem animais ou sem plantas o circulo de renovação não se completa.
          Compreendo para quem nunca conviveu com este meio Rural lhe custe ver animais a serem mortos apenas para alimentar um ser humano, mas eu sei que quando se criava um animal numa quinta ele era para alimentar a família (numerosas), senão não se comia! tal como todas as hortícolas, cereais e fruta que se produzia.
          Essas produções vegetais não se conseguiriam se não fosse o estrume dos animais e os animais não comiam se não houve produção vegetal, porque os vegetais que ali se produziam tanto era para nos humanos como para os animais.

          Convivo com muita gente vegetaria respeito completamente as suas opiniões, só acho é que esta se levar este assunto de ser ou não ser vegetariano já para uma crença, e crenças não se discutem.
          Mas o consumo de carne aumento nos últimos anos porque? eu respondo, porque a espécie humana assim o quis.
          Não culpem agricultores nem quem trabalha nessas industrias, porque foi a leia da procura que dito o que estamos a viver hoje em dia. senão houve se procura não havia oferta.
          Comer carne 1 vezes por semana ou de duas em duas semanas não nos vai fazer mal na saúde nem na saúde do nosso planeta.
          Não consumo fastfood, tal como TENTO não consumir vegetais em que existe modificações genéticas(caso da soja, umas das plantas mais modificadas geneticamente a par do milho), tento porque, isto esta tão enraizada na produção alimentar que é quase impossível dizer se é ou não OGM, em que começou desde da industrialização da agricultura, ou seja anos 30.
          Cabe a nos jovens agricultores tentar mudar isso, mas sem radicalismos nem crenças.

          Na Europa os pais mais desenvolvido, o caso dos pais nórdicos, a principal industria é a pecuária, se eles são tão a frente em termos de sociedade como é que ainda produzem tanta carne?

          (PS: Não quero ofender ninguém com estes comentários, gosto é de boas discussões (no bom sentido claro) 😉 Só acho é que temos de ter espírito critico ate com as nossas próprias convicções. Existem muitos interesses por este mundo fora e por vezes aproveitam se de boas causas para beneficio próprio.)

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        • Eu venho da cidade mas os meus pais nao, quando era pequeno os meus avos tinham um porco (obviamente cada ano era um porco novo) na parte de tras da casa o qual a minha bisavo dava banho dia sim dia nao, dizia-lhe coisas bonitas e cantava para ele…ela dizia que os porcos eram animais muito limpos pois adoravam ser lavados…por muito amor que se desse ao porco acabava sempre no mesmo sitio…no prato…conheço bem a cultura e nao é a essa cultura que eu me refiro quando falo da pegada ecologica, a verdade é que nos tempos da minha avo esse porco era practicamente a unica carne de porco que se comia la na casa…isso da uma media de um porco por familia…os excessos da sociedade e cultura actual é que sao o pior, quando se fala de alimentar os animais com farinhas de soja e coisas desse tipo nao nos referimos as pessoas do campo que tem os seus animais que dentro do que cabe chegam a ter uma vida mais “natural” e saudavel, o tal porco comia os restos do que se comia la em casa, menos porco comia todo o resto…, infelizmente essa n é a regra, n sei a percentagem qual é mas tenho a certeza que é infima em relaçao aos animais que sao consumidos..na antigamente e nao ha muito tempo comer carne todos os dias era impensavel, ate porque so os ricos o poderiam fazer…e quando se comia carne era uma pequena porçao pois as familias eram grandes, ai a pegada ecologica n era um grande problema, infelizmente a situaçao de agora é muito diferente. eu nao como animais e uma das razoes é pelo respeito a vida deles, embora sei que se a minha vida dependese de isso n pensaria 2 vezes, mas tb sei que a maioria das pessoas se visse o que os animais passam, comeriam muito menos e se tivessem que lhes tirar a vida eles propios, menos ainda…o que eu quero dizer é que eu acho que nao temos esse direito, mas ja me pareceria uma evoluçao a regressao ao antigamente…

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        • Escolha positiva, Concordo com a tua opinião, mas infelizmente nem toda a gente consegue fazer esse raciocínio e dizem que não comem carne e depois consomem produtos ditos biológicos quem vem de milhares de quilómetros de distancia, é esta hipocrisia que eu condeno. Tirando a parte que nem toda a gente tem a possibilidade de optar pela sua alimentação, onde tem de consumir o que é mais em conta e isto não é escolha é sobrevivência.

          Escolha positiva foi uma boa troca de ideias 🙂 Grande abraço

          Quanto a ti Diogo vai dizer isso aos agricultores que te põem a comida no prato! e se achas que eu sou uma pessoa que te deprime é melhor começares a tomares anti-depressivos.

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  13. Eu fui vegetariano por mais de 13 anos, atualmente sou maioritariamente vegetariano, mas como peixe por vezes. As opções têm de vir de dentro, e é triste quando se toma uma opção alimentar, não se procura converter o mundo, e o mundo inteiro decidiu tentar converter-nos…

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  14. Este tipo de escolhas tem muito que ver com as vivências passadas, como conta do cão no texto acima, foi um acontecimento marcante na infância pelo que teve repercussões na vida adulta. Admiro quem tem a coragem e força de vontade para fazer uma mudança deste género (embora gora esteja na moda).

    No que toca a documentários como o Cowspiracy, eu vi e é impressionante sim, no entanto, não pode ser tomado como verdade absoluta até porque, na minha opinião, há partes em que me pareceu estarem a manipular os entrevistados (independentemente de terem razão) para dar um ar mais chocante ou fazê-los parecer mal, logo aí perdem credibilidade.

    Amigo não empata amigo, cada um é livre de fazer a sua escolha, não tentem mudar os outros, o melhor que se pode fazer é providenciar informação e factos e aí, cada um toma a decisão que quiser de forma devidamente informada.

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    • O problema é que amigos empatam amigos sim… quando se comem animais, empata-se a vida deles, directamente, todos os dias… Isto não é uma questão de gostos pessoais, é uma questão de vida e de morte. E eu não me tornei vegana por causa desse acontecimento, simplesmente sempre tive sensibilidade para perceber a dor alheia e abraçá-la e querer mudá-la. Por ser assim, é que as crianças se lembraram de mim quando viram o animal na estrada. Não precisamos viver um trauma destes, para querer mudar alguma coisa na vida dos outros…

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  15. Apesar de ter uma dieta considerada “normal” devo dizer que compreendo e apoio o que aqui é dito. Não planeio tornar-me vegan pela simples razão de eu dar o meu melhor para apenas comer aquilo que sei de onde vem. Quer seja carne de porco, galinha, pato ou coelho, sei que não sofrem enquanto vivem, pois são os meus avós que os criam, ao ar livre, sem estarem engaiolados, sem serem forçados a comer aquela ração específica para os engordar. Ainda assim, e sinto-me mal por dizer isto, uma vez ou outra lá vou ao McDonald’s, mesmo tendo noção do que sofrem os animais criados para esse comércio. Julgo que apenas nos devemos tornar veganos a partir do momento em que sabemos que o que comemos sofreu a vida toda. Na minha opinião, se deixarmos de comer alimentos de origem animal apenas porque eles vão morrer por nossa causa, as cadeias alimentares irão ser alteradas, devido ao aumento populacional daquilo que deixámos de comer. Claro que isso apenas se verificava se o mundo todo deixasse de comer animais de um dia para o outro, mas acho que se proporcionarmos àquilo que comemos uma vida saudável e feliz que não faz assim tão mal comermos aquilo que a evolução nos “disse” para comer.
    De qualquer forma, Bárbara, apoio o seu amor pelos animais, assim como a sua coragem e força de vontade para enfrentar todos aqueles que simplesmente são ignorantes em relação a esta questão.

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    • Pois, como bem disse, não nos tornaremos todos vegetarianos dum dia para o outro, por isso, as coisas vão-se adaptando e transformando. Mesmo um animal tendo vivido com mais espaço, sabe que quando o matam, ele teria ainda muito tempo de vida? Ou seja, por mais que tenha vivido “feliz”, estão a encurtar-lhe a vida, desnecessariamente :/ não temos esse direito, pura e simplesmente porque não precisamos de comer animais ou derivados para sermos saudáveis. Entende? :/ Tem muita empatia dentro de si, acredito que conseguiria dar o próximo passo 🙂 ❤

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  16. Sou vegan e concordo com tudo o que foi dito, quero só fazer uma pequena correcção, “marchar pelos direitos dos gays” não está correcto, direitos LGBTQ ou LGBTQAA fica mais acertado.

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  17. Muito bom texto. A minha mãe é vegetariana há cerca de dois anos, nunca é tarde de mais para se começar a sê-lo. Também eu quero tornar-me vegetariana; ainda não o sou, mas acredito que um dia, em breve se tudo correr bem, conseguirei sê-lo a 100%. Textos destes são sempre uma inspiração, tal como filmes como Earthlings, Cowspiracy ou Meat The Truth. Obrigada pelas palavras inspiradoras 🙂

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  18. Todos os vegetarianos se identificam com este texto. Eu própria já fiz um parecido para um colega da minha irmã depois da professora de ciências o ter enxovalhado em plena aula À frente de todos os colegas por o rapaz ter deixado de comer carne. Uma professora de ciências! Eu já não com carne há mais de 10 anos e ainda hoje tenho pessoas da minha familia a tentarem smentir-me e dizer que aquela sopa é só de grão e não tem nada de carne, quando depois eu vou encontrar pedacinhos lá… e o molho da sopa é o mesmo onde foi cozinhada a carne. E eu pergunto ‘vocês comeriam uma sopa em que soubessem que carne de cão tinha sido cozinhada lá?’. E ficam calados…porque comer cão já é um crime, mas uma vaca não. Aqui na minha região come-se muito peixe. Deixar carne toleram mais ou menos mas o peixe ui! ‘Não comes carne, não comes peixe,não comes nada! O que é que comes?’ É sempre a mesma lengalenga. O que é que as pessoas têm a ver com o que comemos? Estou neste momento a evitar ao máximo o peixe e os lacticínios. Cada um faz o que pode para melhorar este mundo, e não devia de haver tantas pessoas contra isso,não faz sentido algum! Afinal, são os nossos filhos que aqui vão ficar depois! Beijinhos

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    • Sim, com o peixe é sempre pior, até porque o peixe ainda é visto como algo muito saudável. E quando se tira carne e peixe, acham que vamos passar a comer batatas e alface 🙂 Sobre os lacticínios, leia o meu artigo “O melhor passo que dei pela minha saúde” aqui no blog. Beijinho ❤

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  19. Eu adoro animais e sei que ao ter uma dieta omnívora parece que entro em contradição. Admito até que uma das principais razões para não ter deixado ainda de comer carne é pelo comodismo, pela facilidade que é comprar comida já feita cuja oferta é maioritariamente pratos de carne.
    Concordo e estou informada acerca da pegada ecológica q uma alimentaçao assim provoca, como já foi referido para termos um bife à mesa foram gastos imensos recursos, água, espaço, cereais…
    No entanto, partilho um pouco da opinião de que se os animais forem criados localmente, ao ar livre, onde comem erva livremente em vez de ração e tenham uma morte o menos dolorosa possível se possa lutar contra esta gigante indústria da carne. Claro que é uma utopia toda a gente ter a sua vaca e galinhas no quintal, mas se fosse possível julgo que era uma solução.
    Suponhamos que a longo prazo toda a população se torna vegetariana, já não havia a necessidade de ter animais de gado. O que lhes iria acontecer? Se soltassem todos esses animais ia haver graves alterações nos ecossistemas ou então como já “não eram necessários”, deixavam de ser criados, acabando eventualmente por desaparecer.
    Esta é uma perspectiva radical, no entanto é algo que pouca gente se lembra.

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    • A população não se vai tornar toda vegetariana de um dia para o outro, e, nem toda a gente tem animais, só porque tem necessidade de os usar. Eu adoraria cuidar duma vaca, ou duma ovelha, ou dum porco, e não teria nunca intenção de os explorar. Os animais existem, gostamos dele, não existem com o propósito de serem escravizados. Mesmo morrendo duma morte menos dolorosa, continua a ser uma morte injusta e desnecessária…

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        • Estereotipar todos os grupos de pessoas que têm uma opinião diferente da nossa não me parece nada razoável. Cada um tem a sua perspectiva de vida, e as suas maneiras de melhorar o mundo. A minha não passa pelo vegetarianismo, lamento, mas passa por muitas outras coisas que não preciso de expor para o resto do mundo. Mais uma vez é apenas uma forma diferente de ver e sentir as coisas. Respeito a sua vontade de querer mudar o mundo e de tentar fazer algo para o melhorar, no entanto acho que não está certo ridicularizar todos os argumentos que não se enquadram na sua perspectiva de vida. Uma coisa é ser-se vegetariano, outra coisa é achar que ser-se vegetariano é o mais certo para todos. Não entro em nenhum dos grupos estereotipados que foram aqui criados, mas teria outro tipo de argumentos para defender a minha carnificina. Como não quero que ninguém deixe de ser vegetariano (porque não quero mesmo..) e como também não gostaria de ser ridicularizado por pessoas que pelos vistos não gostam de opiniões opostas ás suas, opto por ficar a comer o meu bife, juntamente com as pipocas, enquanto vocês comem o que vos apetecer também 🙂

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        • Eu não escrevi este artigo, para explorar todos os argumentos. Só me foquei nalguns. E não para ridicularizar, mas para esclarecer… Quem ridiculariza é quem come carne, normalmente… Eu estou feliz e segura da minha opção.

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  20. ola, também sou vegetariana desde 2011..passei por tudo o que refere no texto, . Na minha família mais próxima, já aceitam bem, e por vezes comem comida vegetariana quando estou presente. mas quando estou com outros familiares, começam de novo os comentários. Que podemos fazer..

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    • Se acreditamos que comer animais e derivados não é necessário, significa que comer vegetariano é bom em qualquer fase da vida. Na gravidez foi tranquilo. Comer mais verduras, frutas, é mais saudável do que comer queijos ou carnes. Não houve dificuldade nenhuma ❤

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    • Milhôes,bilhares d Indianas deram,dão e vão dar a LUZ VEGETARIANAS…por muitas geraçôes…meu filho(vegetariano desde a gravidez,junto cm a mãe) tem 28,Arquiteto,nasceu saudável e a mãe teve uma excelente gravidez…o q falta é conhecimento e o q sobra é falta d conhecimento,ignorância alimentar!!Sou vegetariano desde os 17…tenho 56 e surfo ondas grandes e a carne,ovos e peixes não faz falta quando se tem conhecimento nutricional!!

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  21. Boa tarde, foi com muito interesse que li tudo o que aqui foi escrito.
    Infelizmente existe muitos braços de ferro em tudo nesta vida, ou seja é o que eu chamo de extremos e que na realidade não gosto nada, tem de haver um meio-termo em tudo, creio que nos temos que aceitar como somos, pois cada um de nós faz as próprias escolhas e na realidade vivemos todos em comunhão.
    Creio que desde que me conheço como gente, sempre fui defensora de animais, certo é que há muitos anos não se ouvia falar de vegetarianos, vegans, etc.
    Ainda como carnes brancas, tenciono deixar só não sei quando, tenho uma filha que acho que desde que nasceu é vegetariana, tenho um filho que é carnívoro quase a 100%.
    O porquê de aqui escrever, é simples, como disse anteriormente não se ouvia falar destas opções de vida, mas ouvíamos falar de defensores de animais e eu considero-me uma, toda a minha vida ajudei animais de rua, estive associada numa instituição de defesa animal, deixei a instituição, por ver que as coisas não são bem aquilo que nos querem fazer ver, tal como nos humanos, há também muita injustiça, escolhemos aquele porque é bonito, escolhemos o outro porque é adoptável, deixamos este de lado, porque não vai ter futuro e por aí fora… mais ainda e pior de tudo era quando chegava a casa e os meus filhos diziam “mãe tu agora é só animais e canil e nunca paras em casa, e nós???” Acreditem é muito mau ouvir isto dos filhos, mas eles são como eu, não é por acaso que tenho 4 gatos num apartamento, não é por acaso que tive dividas num veterinário por causa de animais vadios, mas em nada me arrependo e vou continuar…
    Provavelmente muitos dos que aqui escreveram já ouviram aquela celebre frase: “ vai mas é ajudar as pessoas…” Nunca deixei de ajudar nem uns nem outros, mas infelizmente em relação ás pessoas sou selectiva, pois as pessoas tem o dom de enganar.
    O que quero aqui dizer, é que devemos respeito uns pelos outros, sem respeito não vamos a parte alguma. Se temos esta ou aquela opção de vida, é simples respeitem.

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    • E o respeito de quem come animais, pelos animais? É que aqui não se trata de um simples gosto, tratam-se de vidas, trata-se de coisas graves, é natural que quem é sensível, não aceite simplesmente que se comam animais. Animais não são só gatos e cães, são também vacas, galinhas, perus, peixes. TODOS têm direito a viver uma vida digna e pacífica, e nenhum de nós precisa deles para ter saúde e viver uma vida longa… Respeitar opções de vida é muito vasto, devemos respeitar, quando essas opções passam por contribuir para o sofrimento atroz de tantos seres? Devemos ignorar? Beijinho, e quem sabe um dia dá o próximo passo? 🙂 ❤

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      • Desculpe, Barbara, mas a sua frase “E o respeito de quem come animais, pelos animais?” denuncia um fundamentalismo digno de uma organização tipo “Estado Islamico” ou outras do género.
        Se optou por uma forma de vida diferente da minha, eu só tenho que aceitar a sua (desde que não interfira de uma forma negativa com a minha), da mesma forma que você tem de aceitar a minha (desde que não interfira de uma forma negativa com a sua). A isso chama-se civismo e respeito, que são os principais valores pelos quais nos devemos reger enquanto membros de uma sociedade livre.
        Não venho para aqui defender posições ridículas de que se preocupa com os animais e não se preocupa com as criancinhas que passam fome, ou então os sentimentos dos vegetais. Isso são posições de quem não tem mais nada para argumentar e quer tentar reduzir ao absurdo quem tem posições idênticas à sua.

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        • Não entende, que a forma de vocês comerem, interfere de forma negativa, na vida de milhões de animais?! Eu não aceito violência, não aceito guerra, não aceito pedofilia, sou extremista ao querer que isso acabe a 100%? Fundamentalista por querer que todos os animais tenham uma vida digna? Pense mais um pouco… eu estou feliz com a minha opção.

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  22. Boa tarde, claro que vou dar o próximo passo. 🙂

    Em momento algum eu disse que deveríamos comer animais, da mesma forma que sei muito bem que as vacas, patos e peixes… também são animais.

    Quando falei em respeitar-nos uns aos outros, é porque li aqui palavras ofensivas e não me parece ser a melhor forma de tratar das coisas.

    Ainda como carne branca, não sei por quanto tempo mais, mas assumo que como, não achando bem que haja chacinas para nos alimentarmos, nunca poderei criticar quem come, mas, quero esclarecer que em momento algum sou a favor, contraditório mas é isso mesmo.

    No nosso país onde se diz que tourada é cultura, muito dificilmente conseguiremos fazer com que estas pessoas vejam as coisas de outra forma, neste mesmo país que se dá verbas para a arte do toureio/lide, neste país que é permitido crianças aprender a “arte” de tourear e ainda pior, permite a entrada de crianças menores a ver touradas desde que acompanhadas com os pais… Há muito a fazer até chegar o dia em que grande parte da população tenha consciência que os animais também sentem/sofrem e que os temos que respeitar como tal.

    Resumindo contra mim falo por ainda não ter deixado de comer.

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    • Pode começar pelo dia de hoje :))) Se precisar de ajuda, mande-me mensagem à vontade. Sim, há pessoas com quem nem adianta falar, não porque são menos merecedoras de explicações ou paciência, mas porque já decidiram não ouvir… só querem atacar, e quando uma pessoa fala, fazem “la la la la” mentalmente, porque, no fundo, sabem que comer carne é feio, é injustificável e não mudam porque não querem… Beijinho ❤

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  23. Ninguém tem nada que criticar quem quer ser vegetariano. Mas o argumento também funciona no sentido inverso. Muitos vegetarianos são vítimas de comentários desagradáveis como os que mencionou, porque assumem uma atitude moralista em como o comportamento vegetariano é que é o correcto. Provavelmente os vegetarianos esquecem-se que quem inventou a regra de nos comermos uns aos outros foi a mãe Natureza. O ser humano é omnívoro, pelo que inclui na sua dieta vegetais e outros animais. Da mesma forma, há animais que são só vegetarianos e outros que são só carnívoros. As condições deploráveis em que vivem muitos animais que servem para alimentar os humanos deve-se ao excesso de população mundial e não ao facto de sermos omnívoros.

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    • Os não vegetarianos (pelo menos uma maioria), não entende que quem defende os animais, a vida deles, o seu direito à dignidade, não pode, pura e simplesmente, aceitar que os outros comam animais, desnecessariamente?! Isso seria o mesmo que pedissem para respeitar a guerra, a pedofilia, etc. Não entendem que não faz qualquer sentido para quem vê os animais como seres com o mesmo direito à vida, simplesmente aceite que eles sofram por capricho dos outros? Uma coisa é respeitar gostos, outra é respeitar chacina, violência, etc.

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    • Neste caso o problema não está no excesso de população mundial mas sim na gula de muitos. Há comida mais que suficiente para toda a gente no planeta mas a maioria é dada aos animais para que alguns tenham acesso à sua carne e derivados.

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    • É importante saber que não devemos parar de comer animais apenas pelo seu sofrimento, mas também por respeito ao próximo! Sim, porque se não for cada um de nós a diminuir o consumo de animais na terra, as indústrias não vão parar de alimentar a população, que tal como referiu, está a aumentar. O Mercado ainda são as pessoas, e se continuarmos a insistir em comer carne diáriamente, quem vai acabar por sofrer também são as gerações futuras. O planeta não tem capacidade de alimentar tanta gente com animais e derivados, por isso mais tarde ou mais cedo essa mudança vai ter de acontecer. É obvio que os vegetarianos e veganos falam como se estivessem certos, porque estão!! Seja porque motivo for, é esse o caminho. Quanto mais gente comer animais mais pessoas e crianças passam fome por escassez de alimentos que foram colhidos das suas regiões para alimentar os animais criados para consumo!

      Para os que não são sensíveis à dor dos animais, pelo menos repensem na fome que grande parte da população passa sem necessidade nenhuma!

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  24. A percepção que me dá é que tratamos os animais da mesma maneira que nos tratamos e não digo só ao humano nosso vizinho, mas a nós mesmo ao que estamos dispostos a nos auto-infligir… Às vezes acho que a diferença é a de não comermos a carne humana, e em grande maioria deixamos que os outros matem por nós!

    A maior mudança que vi em mim, nem foi no dia que me tornei vegetariana, foi na mudança que se foi dando a partir desse dia e continua a uma escala brutal sobretudo a nível emocional comigo, para comigo e para com o próximo!
    Uma pergunta vêm-me com alguma frequência, se é uma mudança que em mim acontece ou uma descoberta que se dá! Ou as duas! Talvez isto por ter sido uma mudança tão radical…

    (Talvez seja repetir o que já disseste mas…)
    Nem quando não era vegetariana e estava bem longe de considerar tal coisa, me fazia sentido a ideia de que as alfaces também sofrem, isso teria de considerar que para além de serem seres sensitivos também experienciam a dor e o sofrimento como um ser humano! Isso seria como considerar que os ditos animais irracionais que são capazes de comunicar entre si e com outras espécies, desenvolvem o raciocino a uma escala comparável com o do ser humano ao ponto de criarem o artificio (cultura)! Mas sem precisar de indagar muito, acho que basta fazer um exercício simples de personificação ou de animismo para ser óbvio que as estruturas animais e as estruturas vegetais, que dotadas de vidas experienciam a si próprias e o meio envolvente de formas únicas e particulares.
    Mas argumentos como estes “não comes animais, mas não tens pena das alfaces” nunca apareceram por motivos de razoabilidade.
    Não sei se fará sentido para todos mas a abstinência de alimento bem como o excesso (então ás custas de tudo e todos) do mesmo leva à negligencia do corpo e isso é provocar dor e sofrimento.

    Muito grata pelo texto! :}
    Escrever um texto a esse nível é preciso “engolir algumas alfaces” e acalmar muitas emoções, que pressuponho que deva ter despontado durante o período da redacção!

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  25. Muito bom mesmo! Parabéns pelo texto, pela forma sentida que escreve. É muito gratificante lêr o que se escreve com a alma!
    Estou neste caminho há 3 anos, gostaria de estar há mais, mas os mitos e “conselhos” sempre me desviaram. Não me arrependo da opção que tomei, muito pelo contrário, sinto-me muito melhor e com resultados médicos excelentes.
    Bem haja por escrever assim!

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  26. Amen.

    o seguinte comentário “A maior mudança que vi em mim, nem foi no dia que me tornei vegetariana, foi na mudança que se foi dando a partir desse dia e continua a uma escala brutal sobretudo a nível emocional comigo, para comigo e para com o próximo!” aguçou-me a curiosidade porque senti exactamente o mesmo e já há algum tempo me perguntava se seria inédito, causa de influência ou coincidência. Curioso.

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    • Não dá pra se perder tempo com esse tipo de comentários. Os veganos são ,muitos e temos muitos assuntos em comum para tratarmos porque vamos digladiando com quem quer nos convencer que um pé de alface sofre. Só vou dar um exemplo: A soja ou o milho, por exemplo, têm o tempo de plantio, de cultivo e de colheita, porque se não colher na época certa, apodrece. Já um boi o homem já cria com o intuito de matá-lo a ora que lhe convier.

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  27. Olá boa noite! Vi este texto partilhado na minha timeline do facebook e como sou vegana desde Janeiro deste ano, claro que já ouvi estes comentários todos e mais alguns. Não há justificativa para sermos coniventes com práticas injustificáveis nos dias de hoje. Evoluímos tanto tecnologicamente, para continuar a usar animais?… A sério???? Evoluímos onde? animais usavam-se há milhares de anos atrás e nem nessa altura era uma prática ética ou aceitável, apenas confortável à falta de meios para fazer diferente. Agora que efectivamente está provado que não é preciso continuar-se a viver como se vivia, ainda para mais por capricho egoísta e sem fundamento. Evoluímos nos transportes, na importação e exportação de produtos agrícolas para praticamente todos os lugares do mundo, até lugares semi-desérticos para não haver a desculpa de há umas centenas de anos atrás de as pessoas não terem acesso a diversidade alimentar. Agora que ela existe e é acessível as pessoas podem comer bem, de forma saborosa, nutritiva e variada vão ficar amarrados à indústria da carne e derivados como escravos consentidos? a indústria que só sabe ir ao bolso do contribuinte, não quer saber da saúde, nem do ambiente ou planeta, só quer saber de lucros. As pessoas sabem disso e continuam a ir sagradamente ao mesmo sítio para serem enganados. Se não soubessem, mas sabem que são enganados e continuam. É patético. Recusam-se a ver o óbvio por egoísmo e apatia. Há tanto material sintético melhor do que peles de animais, em qualidade e variedade e mais economicamente viável do que qualquer produto de origem animal e continuamos com práticas de idade média como se a evolução não tivesse servido para nada? Porque o melhor que sabem fazer é alimentar o egoísmo e o ego e só depois é que se queixam. Mas também só se sabem queixar, fazer alguma coisa que é bom nada. E para haver tanta desculpa esfarrapada para se continuar a usar animais é porque quem está no caminho certo não são os comedores de carne bem-estaristas. Ninguém que se considere justo e de consciência tranquila justifica os seus actos, os seus actos justificam-se por si. E como só ajudam a aumentar o fosso em que se tornou o planeta e sabem disso, precisam de tapar o buraco da consciência pesada e o ego com não-argumentos rezando para que colem, porque dá menos trabalho. Mas até agradeço esses não-argumentos, porque quando estou para aí virada aproveito para falar destes assuntos e mesmo que não entre nada de jeito na cabeça do/a carnista ao menos alguém que esteja ao lado, ou que possa vir a ver o que escrevo, pode sempre abrir horizontes e contribuir para a mudança. Sinto-me sempre melhor por abrir consciências através daqueles que pretendem manter a consciência enfiada num saco xD descobrindo assim que a ironia da vida também pode ser doce 😀

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    • Penso exactamente o mesmo… Muitas vezes, perco-me em debates, não pela pessoa que está a discutir comigo, mas por outras que podem estar a ler e podem ser tocadas por aquilo que digo. Incontáveis as vezes que me procuram para agradecer o que disse em determinada altura, pois foi quando a semente foi plantada. Mesmo alguns daqueles que gritam pseudo-argumentos como estes, um dia, podem dar o passo, já conheci muitos “nunca deixaria de comer carne”, que hoje são veganos 😀

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      • É mais caro se um vegano se fixar em comer burguers veganos, salsichas, coisas assim. Se comeres coisas simples, é mais barato. Mesmo o tofu, para quem come, é mais barato que a carne ou o peixe. Não usamos queijos, manteigas. Quanto mais simples e saudável quisermos que seja, mais barato fica 🙂 legumes são baratos, fruta também, leguminosas também 🙂 Grata. Beijinho

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  28. Compreendo que seja chato estar a levar com esses argumentos da caca. Tal como é chato estar a levar com os argumentos vegan da caca. é chato para todos! O ser humano é omnivoro e, como tal, deve comer de tudo seja peixe carne, vegetal ou intermédio. Não nas quantidades que comemos hoje,é verdade, mas é assim que evoluímos e é o resultado de centenas de milhar de anos de evolução.

    O abate industrial de animais, é feito sem dor. No máximo, antes de serem anestesiados e degolados, têm uns minutos de stress antes de entrarem para o compartimento correspondente e, nesse aspeto, as plantas também sentem stress, não só com condições climatéricas adversas mas através de agressões físicas. E isto, é ciência, não dá para refutar.

    Não há nada de mal com a nossa alimentação tal como a temos hoje, o nosso problema é termos pessoas a mais neste mundo. Somos animais e, por muito que os veganos-somos-mais-que-pessoas-somos-moral-e-intelectualmente-superiores-a-todos-porque-temos-esta-ideia-brilhante-de-só-comer-vegetais tentem impor a sua ideologia aos restantes, a verdade é que somos e continuaremos a ser animais, no sentido estrito da palavra e, somos geridos pela nossa própria biologia. Irrita-me um pouco esta suposta superioridade que advogam face aos restantes humanos e, dos restantes humanos, face aos animais.

    Querem só comer vegetais, muito bem, são livres! não chateiem é quem segue a dieta que gosta! Somos tão livres de criar e comer animais como vocês o são para as plantas.

    E parem de negar a realidade: os animais domésticos foram criados para alimentar, ajudar a caçar e fazer companhia ao homem. Já assim o é à dezenas de milhar de anos e, espantem-se, é uma relação benéfica para os dois. Quem tem cães, gatos, vacas, burros, ovelhas e outros que tais, sabe que têm uma relação de proximidade com os seus donos. Que virem a luta para deixarmos de matar animais selvagens, ainda vá que não vá, agora os domésticos…

    Sejam sérios na Vossa luta. Querem resultados, lutem por uma diminuição das quantidades ingeridas como primeiro passo e, depois então, talvez mesmo até ao suprimento da proteína animal. Advogar um corte radical enquanto empenham a bandeira da moralidade e intelectualidade superior é contra producente e dá uma imagem muita pobrezinha Vossa. Eu pelo menos não Vos levo a sério, nem a maioria das pessoas que não padece dessa Vossa condição. Mas é um bom tópico freak enquanto se bebe um mokambo caseiro na horta comunitária do pessoal do Bloco de Esquerda. (que é como quem diz, estereótipos há muitos e arrogância intelectual também…sejam superiores..só ajuda a Vossa causa e não são tomado como freaks/gente estranha que não interessa a ninguém e só dizem baboseira)

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      • Pois é…e é exatamente esse extremismo face aos animais que faz com que a Vossa orientação entre em paradoxo e não funcione. E depois chateiam toda a gente com uma lógica que só funciona num mundo utópico e sem adesão à realidade e nós que vos aturemos. É que os extremos são muito bonitos, dão boas causas e conversas de café mas não funcionam. Chegando ao irónico que o que defendem como salto civilizacional, tal como o fazem, não passa de um retrocesso. Vamos ver um dos pontos onde falha a Vossa lógica vegan:

        Defendem que através de uma dieta puramente vegetal conseguimos todos os nutrientes que necessitamos e poupamos sofrimento aos animais. Muito bem, então pergunto: quantos vegetais precisamos e em que quantidades para obtermos os mesmos nutrientes que contêm um ovo? e um copo de leite? e, por fim, qual a área de terra para plantar esses vegetais de modo biológico e, consequentemente, extensivo? É uma pergunta honesta, não sei a resposta. Mas calculo que sejam precisos uns 3 a 5 vegetais diferentes para a correspondente mistura de alto valor biológico. E estamos a falar de um copo de leite e de um ovo.

        Mas vamos imaginar que aqui em Portugal deixamos todos de comer carne e peixe e, para manter os mesmos níveis nutricionais, sendo auto-sustentáveis, cultivamos ao máximo o nosso território para o conseguir e ainda o fazemos de modo biológico. Ora somos 11 milhões de pessoas e temos 92mil km quadrados de área o que dá uma área de 2 hectares por pessoa para cultivarmos uma dieta de 2000 calorias por dia… isso é impossível!! Concerteza já fizeste pesquisas neste sentido, sabes que depende da produtividade da terra e do clima mas se plantasses o país inteiro de lés-a-lés apenas daria a ti e cada um de nós portugueses, dois hectares para sermos auto-suficiente durante um ano inteiro. E para isso tinhas de exterminar toda a flora e fauna existente em Portugal para teres os teus preciosos vegetais, cultivados de modo natural. E, se quisesses deixar metade do país para os outros animais selvagens, que têm tanto direito como tu a usufruir do seu território, teriamos que sobreviver com um hectare. E, se depois de darmos metade aos animais, utilizássemos metade da nossa metade para termos estradas, fábricas, escolas, hospitais, comércio, casas e etcs, significa que teríamos todos de nos safar com meio hectar. Consegues viver durante um ano com esse meio hectar em vegetais? Comos solucionas isto: invadimos espanha? mandamos pessoal emigrar? É que as utopias são bonitas mas os números e a ciência não enganam…

        E estou curioso relativamente ao fim das milhões de cabeças de gado e aves que existem pelo país. Ou existiria um extermínio em massa ou sendo libertados nos poucos espaços naturais que ainda pudessem exisitr iriam destruir tudo. Ao faze-lo, exteminariam as espécies endémicas, caso isso ainda não tivesse acntecido com tanta plantação. Concluindo: Até acredito que consigam substituir alguns elementos que já fazem parte da nossa biologia evolutiva e mesmo assim mantendo uma alimentação saudável. Mas o preço para consegui-lo vai contra aquilo que defendem. A Vossa escolha não só não é praticável como vai significar sempre morte, seja para uns seja para outros.
        E este é só um ponto, nu e cru onde o veganismo falha como estratégia alimentar e de sustentabilidade e de protecção dos direitos dos animais. Mas há mais pontos assim e falham todos pela mesma razão, o extremismo. Por isso pergunto: porquê continuar com o extremismo da mensgem de não podemos utilizar os animais para nada, nem alimentação, nem ajuda, nem companhia, nem para a medicina, nem para coisa nenhuma? Porque insistem num extremismo que só atrai extremistas e repulsa os moderados? Não seria mais útil ao vosso propósito praticarem a moderação?

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        • Bom, vejo que o seu principal problema se centra no espaço de cultivo, por isso lhe pergunto: o que ingerem os animais que come? Eu respondo: soja, na sua maioria transgénica. Como deve calcular, são necessários muitos hectares de plantações de soja para poder alimentar tantas cabeças de gado. Aliás, já que estamos em estatísticas, fique sabendo que cerca de 60% de toda a terra cultivada do planeta se destina a alimentar animais. Outro dos problemas é a água: ou acha que as secas intensas em São Paulo ou na Califórnia são coincidência? São zonas onde a agropecuária assume uma dimensão dantesca. Sabia que são necessários cerca de 1100 litros de água em média para ter um hambúrguer? Todas as minhas estatísticas provêm do documentário ‘Cowspiracy’ e cujas fontes estão muito bem documentadas, entre outras, da ONU. Quanto ao leite, finalmente se começa a saber que a sua ingestão não é aconselhável devido à lactose (só o homem bebe leite de outras espécies). Enfim, poderia continuar mas penso que este tipo de assunto depende muito da sensibilidade para as questões de sustentabilidade e sensibilidade para o sofrimento animal.
          Apenas lhe pedia que visse o documentário em questão para termos mais bases de discussão.
          Uma boa tarde.

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        • Caro anónimo, não consigo responder-lhe em linha com a sua contribuição, portanto respondo aqui (espero que seja uma impossibilidade técnica e não censura de quem não está a gostar da conversa) Lamento informá-lo mas está incorreto em muitos aspectos. Vamos desmistificar:
          1º O meu problema não se centra no espaço de cultivo. Utilizei este indicador para mostrar claramente que é impossível alimentar todos os Portugueses com base exclusiva em agricultura biológica. Ou enviamos portugueses emigrar para procurar comida, ou anexamos território ou temos de limpar uns quantos até termos um número de pessoas que possa ser alimentada segundo o método de cultivo defendido pela autora.
          2º O meu problema é sim, pegarem num tema nobre, como a proteção dos direitos dos animais, e inventarem uma lógica de proteção extremista, que não é exequível, não defende os direitos dos animais e, em ultima análise, leva a um retrocesso civilizacional. E ainda por cima chatearem toda a gente, sob uma bandeira de pretensa superioridade ética. A ética não é um assunto linear que possa ou deva ser assim agitada a bel-prazer e mais importante que impor uma visão/filosofia, devia ser discuti-la com todas as partes interessadas, com factos e dados de forma a chegar à melhor solução para todas as partes.
          3º É isso que está aqui em discussão, a proteção dos animais. É esse o mantra do veganismo e não a pegada ecológica da produção de carne. Mas já que a refere, vamos desmitificar esses jargões: Existe uma diferença grande entre a criação intensiva e extensiva de gado. Em Portugal, praticamente que não existe pecuária intensiva, sendo a maior parte do alimento das vacas obtido por pastoreio (que é como quem diz, as ervinhas que crescem no campo). Dependendo do produto final desejado e método de produção podem ser suplementados com forragem ou ração. A forragem é normalmente de trigo, cevada, aveia e centeio. As rações podem incluir o bagaço/farelo de soja, como refere. Mas existe uma diferença entre bagaço/farelo e a semente de soja. O bagaço e o farelo são subprodutos daquele que é o elemento mais interessante do ponto de vista económico da soja que é a semente. A parte da planta que é utilizada para ração são exatamente estes resíduos da planta ou da produção da farinha de soja. O mesmo se passa na forragem, é utilizado o resto da planta que não tem interesse enquanto as sementes entram para o fabrico de farinha, pão e etcs. Pode argumentar que poderiam compostar-se esses resíduos e utilizá-los como composto mas isso também levanta problemas que não fazem parte desta tertúlia. Tenho também perfeita noção da pegada hídrica de um kg de carne seja vaca, porco ou ave. Já que se interessa tanto por essa temática deixo-lhe aqui também um dado que vai achar interessante: sabes quantos litros de água são necessário para ter um par de calças de algodão vestidos? São cerca de 11000 litros de água por par de calças. Se durante os seus 80 anos de esperança média de vida comprar um par todos os anos e se bebermos 2 litros de água por dia, os seus 80 pares de calças davam para dar de beber a 15 pessoas durante 80 anos. E nem estamos a contabilizar t-shirts, sweats e casacos, só calças. Isso significa que devemos abolir tudo o que é feito de algodão? Os números existem e podem assustar. Temos de analisá-los com sentido crítico e pô-los em perspectiva. É necessário bom-senso, coisa que o veganismo desconhece e é necessário encontrar um equilíbrio entre desenvolvimento económico, capital natural e bem-estar social, para os sencientes e os não-sencientes. Agitar dados descontextualizados para assustar, formar opiniões, e gerar revolta simplesmente não é sério.
          4º e último a falácia do consumo de leite: é verdade que em condições naturais, os mamíferos apenas têm acesso ao leite da sua própria mãe. Experimente dar leite a um gato ou a um cão a ver se não o bebem…experimente deixar leite na natureza a ver se dura muito tempo…ou é consumido enquanto está fresco por qualquer animal que passe ou será atacado por formigas, moscas e outros animais quando se começar a degradar. Mais, uma das razões para o confinamento na produção de leite intensivo é que se as vacas não tiverem separadas começam a beber o leite umas das outras prejudicando a produção. Quanto ao problema da lactose, informo-o também que o ser humano, com o avançar da idade perde a sua capcidade de produzir lactase, que degrada a lactose e é natural para o ser humano ser intolerante a esta substância, não se está a descobrir nada de novo. Dei isso na faculdade à mais de 10 anos atrás.

          Concluindo, para o caso de ainda não ter sido claro: o meu problema é o claro extremismo em que se apoia o veganismo, defendendo posições que em última análise vão contra aquilo que defendem. E isto acontece, não porque a “causa” não é boa mas pela maneira como é praticada. E volto a perguntar (à autora ou a quem me quiser responder) como é possível nós em Portugal alimentarmo-nos com 0,8 hectares de terreno por pessoa? E se o fizermos, o que fazemos ao resto da fauna e flora que atualmente vive em reservas, florestas ou matos? O que fazemos às milhões de cabeças que estão vivas neste momento? Não será melhor reformularem os Vossos objetivos e maneira de atuar de forma a terem mais e melhores resultados, ou é preferível continuar no extremismo ideológico que inevitavelmente fará com que o veganismo não passe de um nicho e não sirva os interesses a que se propõe?

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        • Bem, não percebo se me estão a ignorar, se foram fazer pesquisa e re-pensar a vida ou se simplesmente ficaram sem argumentos…Autora do texto, não tem nada a dizer? Continua a defender o veganismo com unhas e dentes apesar de o mesmo não ser sustentável nas condições atuais?

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        • Eu defendo o veganismo com unhas e dentes, sim. Nunca concordarei com o assassinato, e a exploração de vidas, como nunca concordarei com guerras, violações e terrorismo. Não tenho grande interesse em discutir sustentabilidade neste momento (a mim parece-me bastante óbvio, e já lhe recomendaram um documentário que explica bem essa questão – Cowspiracy), mas mesmo sem essas provas, vendo da forma mais simples a questão, para mim animais pura e simplesmente não são comida, são seres sencientes, que sofrem e não merecem sofrer, não precisam de sofrer. Para mim já é tão estranho, associar um coelho a um alimento, que esta discussão se torna surreal para mim. Não consigo olhar para os animais dessa forma, entende? Acho que não o estão a ignorar. Veja o documentário e depois diga se continua com a mesma opinião quanto à sustentabilidade. Beijinho

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    • Há 7 mil milhões de pessoas no planeta e 70 mil milhões de animais domésticos para abate e consumo humano (entre porcos, vacas, galinhas, etc…) e as pessoas é que são a mais? Se não houvesse tanta produção de carne para consumo humano, não haveria uma tão grande exploração de recursos naturais tais como a água e os solos (sabia que a Amazónia perde em média um estádio de futebol por segundo para dar lugar a pasto e áreas de cultivo de soja transgénica para consumo animal???). Não leve a questão para o lado pessoal: pesquise mais e, se realmente for sério na sua pesquisa, entenderá que a causa vegetariana é a única saída possível, se quisermos continuar a viver neste planeta por mais uns anitos…

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      • Estes assuntos são a minha profissão. Não são um hobby, onde de vez em quando leio uns artigos na internet e acho que sei umas coisas. Para além de documentos de instituições credíveis e idóneas, leio artigos científicos e, pasme-se, leio inclusivé a literatura da propaganda onde citam estudos que não existem e que não têm credibilidade do ponto de vista científico. Só depois formo as minhas opiniões. A isto chama-se método científico e, exatamente por isso, não sofro de falta de seriedade nem nas minhas pesquisas nem nas minhas opiniões. É mais que bem-vindo a esta troca de ideias mas peço-lhe o favor de vir com ideia claras, números e racionalidade. Atirar estatísticas dessas para o ar para chegar à conclusão que o veganismo é a salvação não é lógica, é um salto de fé.

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    • Essa de anestesiados teve muita piada, achas mesmo que são todos anestesiados? E essa das plantas sentirem stress tambem, visto que as plantas nao têm sistema nervoso e nao podem sentir, acho piada isso de ser pura ciência, mas como estas duas coisas acho que não vale a pena ler mais, o conhecimento é uma arma contra a vergonha…

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  29. Sou vegetariana há 5 anos, raramente como ovo, lacticineos nem ve-los e descobri que sou intolerante também, adoro queijo mas não como… gostei do que foi escrito sobre a B12 – quando não há vontade de evoluirem as pessoas vão buscar os argumentos que querem…. na ciencia nada é exacto, há estudos sobre tudo e mais alguma coisa, e sobre a alimentação também…. eu como o que quero e estou a borrifar-me para os estudos sobre alimentação porque há muitos e contraditorios. Há no entanto um argumento de peso, o consumo de carne contribui directamente para fome e poluição mundial. Houve alguém que acima diz que animais são mortos sem crueldade, MENTIRAAAA! Os animais sabem bem o que lhes vai acontecer, tem consciencia (cientificamente comprovado), por isso entram em stress…. Sabem que mais? a todos os que se acham superiores aos animais (ditos não racionais o que eu contesto) desejo que um dia façam escolhas mais conscientes, mais senciveis na vida, não por saude, não por ciencia (argumentos normais) mas por uma questão ética.
    Há milhões de matadouros no mundo, há milhões de animais mortos barbáricamente para que possam comer o vosso bife…. carne vinda de sofrimento, cheia de energia negativa, cheia de substancias nocivas á vossa saúde a todos os níveis. Continuem a comer macdonald’s empanturrem-se com veneno e tenham as devidas consequencias das vossas acções…

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  30. Gostei muito do que li aqui. Não sou vegetariano mas sinceramente nunca percebi porque argumentar contra. Não faz sentido. Tenho muita curiosidade sobre as alternativas vegetarianas e tenho mudado muitos hábitos alimentares à conta disso ultimamente. Tenho ido devagarinho, mas tenho mudado porque me faz todo o sentido que o faça. Parabéns pelo artigo e pelo blog. 🙂

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  31. De acordo com relatos históricos, a maioria dos animais que são atualmente consumidos na alimentação humana, surgiram com esse mesmo objetivo . Se a opção vegan fosse a única e exclusiva dos seres humanos , estes mesmos animais em pouquíssimo tempo entrariam em extinção . Ter uma vaca , ou um porco, ou uma galinha como Animal de estimaçao, não me parece a melhor opção para defesa dos seus “direitos” e da sua sobrevivência neste planeta . Tudo tem seu peso e sua medida, e num mundo tão complexo não se pode achar que a “nossa” verdade é irrefutável .

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  32. + vegetarianos = + plantações de arroz, massa, alface o que seja.. = a mais escravatura infantil…
    a vida é assim pensamos fazer o bem sem imaginar o mal que fazemos.

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    • Acho engraçado andarem a engrandecer a nossa civilização (Que já vieram desmentir vir do consumo da carne e peixe e sim do consumo de amido tchan nan o motor do cérebro e de origem vegetal que fez com que o cerebro evoluisse para o bem ou para o mal lol) mas so vejo diariamente carnívoros de supermercado e de animais de quintal a fazer queixinhas e lamechentos da treta virados para a tv e posts dos jornais online e ainda têm tempo para mandar vir com quem em vez de fazer queixinhas faz algo em concreto, se tudo fosse radical e utópico ainda estávamos na idade média. E quem não concorda está apenas em negação com medo de perder o próximo bife, ou vao desmentir? XD E para quem anda aí cheio de calejo a falar de trabalho infantil por causa da plantação de arroz, isso só acontece porque o povo se entope de arroz e massas e nao sabem variar a alimentação vegetariana. Temos 60 mil plantas comestiveis no mundo inteiro e so se consome 2 ou 3 diariamente fora a sopa de alface, cenoura, batata e pouco mais. É falta de freima, já dizem os antigos xD quanto a plantaçao de algodão temos muito para evoluir, mas quando as pessoas derem valor as fantasticas palavras, poupar, reutilizar, reinventar e trocar, quando já há artigos em 2a mão venda (nao me venham falar que têm nojo porque as roupas que compram “novas” ja foram usadas, compradas,lavadas ou nao e devolvidas ate voltarem a ser compradas outra vez por isso compram artigos alguns mais que velhos ao preço de novo) quando finalmente se começarem a focar nessas noções tão básicas e lógicas, vai se poupar muita aguinha aí também, mas continua a poupar-se muito mais se deixarmos de comer animais, mesmo muito mais, até a carnívora inveterada da minha irmã que me impingiu um monte de sites governamentais alemáes a falar do algodao e comparar o gasto de agua com outros animais de abate ficou sem argumentos porque me deram razão xD cada argumento da treta que ja li e ouvi nos meus quase 2 anos de veganismo que até doi xD tem que vir uma pragmática caseira como eu para por ordem na civilização? Vejam lá ahaah hahahaha lol

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