A ti, que lutas pelos animais

 

A ti, que te preocupas com alguém que não és tu e nem sequer é da tua espécie;

A ti, que escolhes não comer animais e derivados, por eles, pelo ambiente, por um mundo melhor;

A ti, que te recusas a ir a zoológicos, touradas, circos e qualquer outra actividade que cause sofrimento a outros seres;

A ti, que escolhes aguentar risos, ataques, ameaças e afastamentos, pois sabes que lutas por uma causa maior;

A ti, que choras ou explodes de raiva perante a passividade alheia, porque te DÓI, todos os dias, a dor de outros seres;

A ti, que tens problemas com a escola do teu filho, porque queres que ele seja respeitado nas suas opções, tal como as outras crianças;

A ti, que tens problemas com a/o tua/teu companheira/o, só porque comes diferente dela/e;

A ti, que vais a convívios do trabalho, casamentos, ceias de Natal, e vês os teus amigos/ colegas encherem a barriga com 101 pratos diferentes e onde ninguém se esforçou por te oferecer UM único pensado para ti, tendo de comer o que resta dos pratos que foram desenhados para os outros;

A ti, que queres comer fora de casa e precisas de fazer um esforço para encontrar um espaço onde te alimentes adequadamente;

A ti, que tens de ler rótulos minuciosamente em supermercados, que tens de ler etiquetas nas lojas de roupa, sapatarias, lojas de cosmética, etc.;

A ti, que tens de perguntar nos restaurantes, cafés, cafetarias, pastelarias, se usam margarina, leite, natas, ovos, manteiga, knorr, mel, carne ou peixe escondidos, e ainda tens de ver a cara de gozo, impaciência e julgamento de quem te atende;

A ti, que pesquisas marcas, restaurantes, produtos, num mundo onde a maioria não filtra e se limita a escolher baseado na estética, no paladar e no prazer;

A ti, que dia após dia, respondes às mesmas perguntas (quer estejas nisto há 1 ano, 10 ou 20), na maioria das vezes feitas por pessoas que só te estão a tentar mostrar onde falhas;

A ti, que és foco do riso em todas as reuniões familiares, que vês gente rejeitar os pratos que fazes só por dizeres que são vegetarianos (como se alguém que come carne, não pudesse comer arroz ou feijão);

A ti, que recebes ameaças de médicos de família, pediatras, nutricionistas, assistentes sociais, professores, por quereres dar o melhor aos teus filhos;

A ti, que estás grávida pela primeira vez, nervosa por estares a viver algo tão novo, e ainda tens de ouvir “estás a por a vida do teu filho em risco”, “és egoísta”, etc.;

A ti, que te acusam de IMPORES uma alimentação ao teu filho, quando todas as famílias escolhem o que comprar/plantar/criar para oferecer às suas crianças;

A ti, que choras sozinha/o, porque quase ninguém te compreende, e, principalmente, porque ninguém à tua volta vê os animais como tu (como podem eles não ver o que eu vejo?);

A ti, que fazes tanto, todos os dias, sem ouvir palavras de reconhecimento, valorização e incentivo daqueles que te rodeiam;

A ti, que ousaste dar um passo que exige todo este esforço e dedicação;

A ti, que sabes que o que fazes é digno, urgente, gritante e IMPOSSÍVEL de ignorar;

 

APLAUDO-TE DE PÉ!

Eu vejo-te, eu reconheço-te, eu apoio-te, eu ajudo-te, eu abraço-te. 

(Imagem retirada do livro “Lexy, o menino vegano”)

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